MATÉRIAS

Fórum Internacional SPDM discutiu a saúde em 2021

Entre os dias 2 e 3 de agosto, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina reuniu importantes líderes das áreas de educação, saúde e economia do Brasil e de outros países para trocar experiências e pensar os rumos da saúde na próxima década, em busca da melhor estratégia a ser adotada para vencer o desafio de garantir a qualidade de assistência e atender aos anseios da população com equidade e sustentabilidade. O fórum Saúde em 2021 contou com palestras e intervenções focadas nos cenários que os profissionais de saúde encontrarão no futuro, com especial ênfase em inovação, planejamento estratégico e perspectivas de transformação através do ensino com motivação social.

Na opinião do dr. Rubens Belfort Jr., responsável pela iniciativa, o evento foi extremamente útil, pois contribuiu para inovar a maneira de discutir a agenda da saúde. “Conferencistas internacionais contribuíram com projeções para 2021 nos diferentes continentes, enquanto os brasileiros mostraram as diversas implicações econômicas, sociológicas e demográficas na área da saúde.”
 
Dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM
 
Um grupo de profissionais do mais alto nível discutiu e avaliou o panorama atual e prováveis cenários da saúde em 2021, ano em que o calouro de medicina atual ingressará no mercado de trabalho. Paralelamente às mudanças do perfil da população – como mudança do perfil epidemiológico, inversão da pirâmide etária e surgimento de novas doenças –, o médico da próxima década precisa estar preparado para lidar com outros desafios, como novas técnicas e tecnologias, inclusive de comunicação, a exemplo dos recursos da internet e das redes sociais. “Tudo isso evidentemente terá seu preço e seu lugar. Cabe aos professores a tarefa de orientar os profissionais para os desafios da próxima década, com o objetivo de atender às demandas da população com o financiamento disponível, eficácia e segurança”, analisa Belfort. “Portanto, as universidades têm de preparar os profissionais da saúde para a nova realidade, com um modelo de ensino e formação focado em resultados, no trabalho em equipe e na ‘desospitalização’ da medicina.”
 
 
Apoio
Segundo Belfort, outro fator importante para o sucesso do fórum foi o apoio de entidades como a Academia Nacional de Medicina (ANM), a Academia Brasileira de Ciências (ABC), a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), a Associação Médica Brasileira (AMB), a Interfarma – Associação da Indústria Farmacêutica de Pesquisa e a Confederação das Santas Casas de Misericórdia, Hospitais e Entidades Filantrópicas (CMB), que contribuíram para a formação do programa e para a escolha dos melhores palestrantes. “Sem dúvida, a presença da academia trouxe o melhor da inteligência brasileira para dois dias de discussão profunda sobre o futuro da sociedade.”

Participaram do evento personalidades como Alexandre Padilha, ministro da Saúde; José Gomes Temporão, ex-ministro da Saúde; Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil; Embaixador Rubens Ricupero, diretor da Faculdade de Economia da Faap, ex-ministro da Fazenda e do Meio Ambiente; Giovanni Guido Cerri, secretário da Saúde do estado de São Paulo; e Januário Montone, secretário municipal da Saúde de São Paulo, entre outros. “Juntos, eles trouxeram uma discussão baseada na experiência e nas dificuldades do dia a dia”, ressalta o dr. Rubens Belfort Jr.

O fórum, que reuniu cerca de 500 participantes, entre conferencistas e assistência, foi transmitido em tempo real pela rede do Projeto Educasus, coordenada pela Federação das Santas Casas e Hospitais Beneficentes do Estado de São Paulo (Fehosp). “Foi um sucesso graças aos conferencistas presentes em sua quase totalidade e à qualidade da assistência, o que lotou a sala no período integral dos dois dias de evento.”
 
“O Fórum Internacional SPDM Saúde em 2021 foi precedido de muita expectativa, devido à relevância dos temas e à qualificação dos convidados. Essas expectativas foram ultrapassadas em razão da intensa colaboração dos participantes em detalhar as perspectivas para um futuro próximo. A participação foi maciça e os debates extremamente produtivos. Deixamos o encontro com a disposição de colocarmos em prática as ideias apresentadas. Esse evento aqui não se encerra. Será o início de muitas iniciativas nesse campo.”
 
Dr. José Luiz Gomes do Amaral
Vice-presidente da SPDM
Presidente da Associação Médica Brasileira (AMB)
 
“O fórum trouxe, de forma objetiva e pragmática, a oportunidade de discutir as perspectivas da saúde, privada e pública, e os caminhos para o equilíbrio da equação assistência, custo e anseios da sociedade.”
 
Dr. Nacime Salomão Mansur
Superintendente das Instituições Afiliadas – SPDM
 
“Acredito que o fórum tenha sido o evento que mais aguçou temas que estão na discussão do Sistema Único de Saúde. Personalidades estrangeiras e brasileiras das mais variadas formações e visões sobre a gestão da saúde mostraram o rumo da reorganização da assistência à saúde, passando pelo entendimento da necessidade de uma estratégia forte e bem estruturada da atenção primária. No Brasil, a estratégia de saúde da família é responsável pelo atendimento de cerca de 85% dos agravos da população, investindo na promoção, na prevenção, na educação em saúde e na assistência a doenças crônicas (hipertensão, diabetes) e com ênfase nos ciclos de vida (criança, mulher e idoso).

O fórum ainda evidenciou fraquezas do sistema, como o baixo investimento per capita de recursos financeiros e a desorganização da aplicação dos mesmos pelos diferentes níveis do Estado. Outra questão discutida e na qual deve haver um aprofundamento é a constatação de que os Centros de Formação de Médicos estão fornecendo ao SUS um número insuficiente de profissionais para atender à demanda da atenção primária, que é a base de todo o sistema, levantando a discussão sobre se é necessário aumentar o número de cursos de medicina ou se é necessário um redirecionamento desses profissionais.

Finalmente, o que ficou evidente é que o SUS está no caminho certo, servindo até de modelo a ser utilizado pela maior nação do mundo e também de motivo de estudo e publicação na revista Lancet, porém com aperfeiçoamentos necessários a ser implementados.”
 
Dr. Mário Monteiro
Superintendente do Programa de Atenção Básica e Saúde da Família (PABSF), da SPDM
 
“O fórum permitiu uma visão ampla e diversa da complexidade das questões que desafiam a gestão da saúde na próxima década, ademais de colocar em destaque os papéis da SPDM e das Escolas Paulista de Medicina e de Enfermagem na discussão dos caminhos a seguir.”
 
Dr. Carlos Alberto Garcia Oliva
Superintendente Financeiro - SPDM
 
“O Fórum Saúde em 2021 foi um evento de excepcional qualidade, não apenas pelas brilhantes apresentações feitas por renomados líderes do setor de saúde e da sociedade, mas também pela relevância e pertinência dos temas abordados. A SPDM, a Unifesp e os participantes do fórum contribuíram de forma exemplar para a discussão e eventual formulação de políticas públicas altamente necessárias para o enfrentamento dos dilemas e desafios que nosso sistema de saúde enfrentará nos próximos anos.”
 
Dr. Marcos Bosi Ferraz
Diretor do Centro Paulista de Economia da Saúde da FAP/Unifesp
 
“O Fórum Internacional da SPDM: Saúde em 2021 foi um dos mais importantes eventos na área de saúde dos últimos anos. Tratou com responsabilidade, clareza e ética os desafios que o Brasil e o mundo deverão enfrentar na próxima década. Trouxe a opinião de várias lideranças da sociedade brasileira e internacional de forma objetiva e propositiva.

A SPDM demonstra claramente que não é somente uma das mais importantes parceiras na gestão dos serviços do SUS, mas também, ao lado da Universidade Federal de São Paulo, uma liderança acadêmica na proposição dos caminhos para o desenvolvimento dos rumos da saúde pública brasileira.”
 
José Roberto Ferraro
Superintendente do Hospital São Paulo/Hospital Universitário da Unifesp
   
 
 

SPDM assume gestão do Centro de Reabilitação Lucy Montoro em São José dos Campos

Unidade de reabilitação beneficiará uma população de 2,3 milhões de habitantes de 39 municípios da região do Vale do Paraíba

A SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina assume a gestão do Centro Médico de Reabilitação Lucy Montoro em São José dos Campos, que será inaugurado em setembro pela Secretaria Estadual de Saúde, com controle técnico da Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Projetada para ser um polo de excelência em tratamento, ensino e pesquisa em reabilitação em todo o estado de São Paulo, a Rede Lucy Montoro está presente em diversos municípios do estado – a nova unidade beneficiará cerca de 2,3 milhões de habitantes de 39 municípios da região do Vale do Paraíba.
 
 
Instalado numa área de aproximadamente 2.500 metros quadrados, com 1.900 metros quadrados de área construída, o centro de reabilitação tem diversos consultórios, área de diagnóstico, leitos de observação, salão de cinesioterapia, de acupuntura e de terapia ocupacional, além de oficina de órteses e de inclusão digital. A expectativa é realizar cerca de 6 mil atendimentos por mês, entre consultas, reabilitação, terapia ocupacional e tratamentos de última geração, pelo SUS.

Com uma equipe de 130 profissionais, o centro de reabilitação proporcionará atendimento multidisciplinar e integral a pacientes com lesões medulares, amputações, lesões encefálicas, como traumatismo craniano e acidente cardiovascular, paralisia cerebral e severas restrições de mobilidade. Também atuará no treinamento e na formação de profissionais de reabilitação.
 
Ficha Técnica
Centro Médico de Reabilitação Lucy Montoro
Unidade São José dos Campos
Área construída: 1.900 m2
Investimento: R$ 5 milhões
   

SPDM promove primeiro Encontro de Biossegurança das Unidades Afiliadas

Em junho, foi realizado o primeiro Encontro de Biossegurança das Unidades Afiliadas da SPDM, em São Paulo, com transmissão simultânea para todas as unidades da rede. O encontro discutiu importantes temas e experiências relacionados a “Prática de prevenção de acidentes com risco biológico”, “Radioproteção no ambiente hospitalar”, “Organização do trabalho em ambiente hospitalar”, “Vacinação de profissionais de saúde” e “Práticas de implantação da NR32”.

A interatividade proporcionada pela transmissão simultânea possibilitou a participação dos colaboradores que acompanhavam o evento a distância. Cerca de cem perguntas foram encaminhadas on-line e enriqueceram ainda mais o evento, que contabilizou mais de mil participantes.

Também foram apresentados pôsteres produzidos por profissionais de todas as Unidades Afiliadas mostrando boas práticas de biossegurança. Esses trabalhos agora seguirão para uma exposição itinerante que visitará todas as Unidades Afiliadas, com permanência de dez dias em cada uma. Segundo o dr. José Antonio Lilla, da medicina do trabalho, essa iniciativa reforçará ainda mais o que foi abordado no encontro, mantendo viva a discussão dos trabalhos expostos e fortalecendo a intervenção nas questões de biossegurança local, além de evidenciar o compromisso da SPDM com a saúde de seus colaboradores.
   

Hospital Geral de Pirajussara é autor de estudo sobre acidentes de motocicletas

São Paulo é uma megalópole com 11 milhões de habitantes, uma frota que ultrapassa 7 milhões de veículos e problemas de trânsito agravados pela presença de 890 mil motos. Pior, cerca de 200 mil dessas motocicletas são pilotadas por motoboys que, sob constante pressão do relógio, circulam pelas ruas e avenidas da cidade em alta velocidade, ziguezagueando entre os veículos e envolvendo-se em grande número de acidentes. Relatório da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) dá conta de que, apenas em 2010, foram 478 vítimas, ou seja, 35,2% de todos os mortos no trânsito paulistano.

Com base nesse cenário, o Hospital Geral de Pirajussara, da rede SPDM, realizou um estudo no seu universo de atuação, que mostrou a importância da monitorização dos acidentes, com registros do grau de comprometimento da saúde da vítima, de consequências das lesões, custos sociais e financeiros. A instituição de alta complexidade, localizada próximo às rodovias Régis Bittencourt, Raposo Tavares e Castelo Branco, atende muitas vítimas de acidentes de trânsito envolvendo motocicletas, que, segundo a dra. Sandra Guaré, diretora clínica do hospital, tiveram um aumento significativo na última década. “Esses traumas estão associados a comorbidades e sequelas numa parcela da população economicamente ativa, com um custo social importante, o que nos levou a fazer um levantamento pormenorizado desse tipo de trauma.”

Segundo a pesquisa, realizada pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica da instituição, entre janeiro de 2008 e dezembro de 2010, foram internadas na instituição 952 vítimas de acidentes de moto, o que corresponde a 16,4% das internações por trauma, com média de permanência de 6,7 dias e média diária de ocupação de seis leitos da instituição – um em cada 21 pacientes foi encaminhado para a UTI, onde permaneceu por cerca de dez dias – com 2,16% de mortalidade. A maioria das vítimas é do sexo masculino (90%), na faixa etária que vai dos 15 aos 34 anos (74%). Além disso, segundo a médica, uma parcela importante desses pacientes – 16% no período analisado – precisa de atendimento multiprofissional, com ênfase em neurologia, e, devido às sequelas, precisa de internação prolongada e longos períodos de adaptação. “Portanto, o custo desses pacientes é muito alto”, diz a dra. Sandra.

Na opinião da especialista, soluções compartilhadas poderão ser geradas a partir de dados obtidos, numa ação intersetorial, voltada para a redução de acidentes. “A criação de um Registro Único de Acidentes de Transporte seria uma forma de garantir a visibilidade das políticas públicas intersetoriais”, analisa.

Hospital Geral de Pirajussara
Inaugurado em 1999, o Hospital Geral de Pirajussara é o referencial de saúde para cerca de 500 mil pessoas da região de Embu e Taboão da Serra e referencial de alta complexidade para 2,7 milhões de pessoas de 15 municípios do entorno (Vargem Grande Paulista, Osasco, Juquitiba, São Lourenço da Serra, Barueri e Cotia, entre outros), com atendimento clínico e cirúrgico em especialidades como neurocirurgia, oftalmologia, pediatria e cirurgia cardíaca.

A Unidade de Reabilitação do HGP oferece tratamento tanto nas Unidades de Internação (médico fisiatra, fisioterapia respiratória, fonoaudiologia, terapia ocupacional), como no Ambulatório (médico fisiatra, fisioterapia motora, terapia ocupacional, psicologia, fonoaudiologia, enfermagem). O objetivo da equipe da Unidade de Internação é minimizar as condições incapacitantes que a doença de base pode proporcionar e acelerar o processo de cura (e, portanto, de alta). Já a equipe do Ambulatório tem como principal objetivo a recuperação da funcionalidade, principalmente dos pacientes que estiveram hospitalizados, além do tratamento da dor musculoesquelética e de outras formas de disfunção. O principal cliente ainda é o pós-operado da Ortopedia. Quanto aos pacientes pediátricos, o HGP tem um fluxo específico da Reabilitação Pediátrica com Programa de Estimulação Precoce Sistemática de Bebês de Risco nascidos na instituição e encaminhados pela Neonatologia.

O Hospital Geral de Pirajussara tem uma busca contínua pela excelência e pela qualidade dos processos internos e na prestação de serviços aos seus clientes. É certificado em nível 3 pela Organização Nacional de Acreditação (ONA) e Acreditação Canadense, do Canadian Council on Health Services Accreditation (CCHSA).
   

Revitalização do Hospital São Paulo

O Hospital São Paulo, fundado há 71 anos, está passando por um processo de revitalização, que inclui pintura da área externa, sinalização interna, inauguração de um restaurante na cobertura do prédio e reforma do refeitório dos residentes. Segundo Marcelo Santos, diretor administrativo do HSP, as obras serão entregues até o final de 2011.

A pintura externa do Hospital São Paulo – alas A, B e C – teve início há cerca de 60 dias, devendo estar pronta em quatro meses. Segundo o engenheiro Carlos César Meireles, gerente executivo de engenharia e infraestrutura hospitalar do Hospital São Paulo, como o complexo passou por diversas ampliações e a última pintura aconteceu na década de 1990, o objetivo é uniformizar a cor das três alas, que foi se deteriorando com o passar do tempo. “O prédio ganhará um tom palha – a pintura original era nas cores málaga e córdoba –, com faixas em cinza e azul-marinho e a identificação da instituição.

Sinalização interna
O projeto de sinalização interna foi entregue à Grevy•Conti Comunicação + Design, empresa carioca de comunicação e design, que idealizou um plano de identidade visual interno, utilizando paisagens históricas da cidade de São Paulo. Serão utilizadas imagens de locais como o Museu do Ipiranga, o Memorial da América Latina, a Praça da Sé e o MAM, entre outros, com cores diferenciadas para cada setor. O projeto terá início pelas áreas comuns do HSP, em especial recepções e corredores, áreas mais críticas da instituição. “Isso vai trazer um diferencial para o Hospital São Paulo”, diz Marcelo Santos.

Restaurante
Outra novidade é a inauguração do Paneria – misto de restaurante, cafeteria e espaço de eventos –, aberto para profissionais e visitantes. O espaço, localizado no 16º andar do HSP, será administrado pela GRSA (Grupo de Soluções em Alimentação), que também será responsável pelo refeitório dos residentes, no 15º andar do mesmo prédio, com 92 lugares.
Instalado no topo do prédio principal da instituição, em uma área envidraçada, o restaurante proporcionará ao visitante uma vista privilegiada de cartões-postais da cidade, como o Parque do Ibirapuera, o Parque do Jaraguá e o Aeroporto de Congonhas. O espaço, de cerca de 300 metros quadrados, terá 52 lugares.
   

Lançamento de livro – Modelo de Gestão em Enfermagem – Qualidade Assistencial e Segurança do Paciente

O terceiro e último livro da série Gestão de Enfermagem – Modelo de Gestão em Enfermagem, de autoria das enfermeiras Elizabeth Akemi Nishio e Maria Teresa Franco, consolida a experiência de 12 anos das duas profissionais na direção dos serviços de enfermagem, dentro do modelo das Organizações Sociais de Saúde (OSS), nos hospitais administrados pela SPDM. Trata-se de uma obra em que está descrito o modelo de enfermagem implantado nas instituições afiliadas da SPDM, que foi sendo aprimorado ao longo da vivência das autoras e pode ser adaptado a outras instituições nas mais diferentes realidades.

Nas palavras do dr. Nacime Salomão Mansur, superintendente das Unidades Afiliadas SPDM, certamente a excelência do conhecimento, da formação e as experiências anteriores foram alicerces que permitiram às autoras e aos colaboradores exercício da gestão e o desenvolvimento do modelo apresentado, mas os resultados obtidos estão diretamente vinculados à visão estratégica da enfermagem, não só como grande força na estrutura hospitalar, mas, principalmente, na chefia diretamente ligada à superintendência, na consolidação de uma liderança forte para corrigir e implementar processos assistenciais, além de permitir participação e autonomia na condução da assistência de enfermagem e alinhamento do planejamento estratégico institucional. “Elizabeth Akemi Nishio e Maria Teresa Franco muito contribuem, não só pela excelência do livro, mas também na contínua luta pela construção de uma saúde pública de qualidade, que dignifique os profissionais e tenha elevado compromisso social.”

 
 
   

Novo site da SPDM

O site da SPDM foi reformulado. Com design moderno e arrojado, a ferramenta de comunicação agora tem nova dinâmica e conceito de navegação, graças à tecnologia de ponta que permite sua atualização de forma rápida e segura.

Inovação, navegabilidade, praticidade e indexação adequada nos buscadores foram alguns dos conceitos adotados para a construção do novo site.
   

Um único órgão salva dois pacientes do Hospital São Paulo

Tomas*, 1 ano, e Alexandre*, 27, não se conhecem, mas têm algo em comum. Eles compartilham o fígado de um único doador, recebido durante recente transplante realizado no Hospital São Paulo. Isso foi possível graças a uma técnica chamada split liver, ou bipartição hepática, que permite dividir um fígado de doador cadáver entre dois pacientes – normalmente um adulto e uma criança –, diminuindo o tempo de espera e a necessidade de doação intervivos.

Esse tipo de cirurgia se desenvolveu a partir de 2006, quando foi adotado o critério de gravidade Meld, que calcula o tempo de sobrevida do paciente com base no resultado de três exames de sangue: bilirrubina, creatinina e tempo de protombina. Como o número de doadores pediátricos é pequeno, foi criado o índice Peld, que multiplica por 3 o índice de gravidade de pacientes menores de 13 anos. “As crianças são priorizadas, mas, como o transplante pediátrico utiliza apenas uma parte do fígado doado – a esquerda, que é menor –, a outra porção pode ser utilizada num paciente adulto”, explica o dr. Adriano Gonzalez, chefe da equipe de transplantes que atua nos Hospitais Afiliados da SPDM.

“Neste caso, os dois pacientes apresentam excelentes prognósticos. O adulto tinha um tumor, e o receptor pediátrico, um bebê de apenas 1 ano de idade e 6 quilos de peso, era portador de atresia de vias biliares. Como o fígado cresce de acordo com o desenvolvimento da criança, a expectativa é de uma vida normal.”

Infraestrutura
Segundo o especialista, esse tipo de procedimento só pode ser realizado em hospitais com excelente infraestrutura. Ele também ressalta o papel da equipe multidisciplinar para o sucesso do procedimento. “É fundamental a presença de três cirurgiões experientes – neste caso, além de mim, participaram o dr. Marcelo Moura Linhares e o dr. Alcides Salzedas Neto, cirurgião pediátrico responsável pelo transplante pediátrico do Hospital São Paulo, além da equipe complementar, num total de dez pessoas.”

Entretanto, ele conta que, apesar dos esforços, poucos centros conseguem fazer esse tipo de cirurgia, que exige uma destreza maior e uma cirurgia a mais para divisão do fígado doado. “Atualmente, o Hospital São Paulo é um dos que mais realizam esse tipo de procedimento – 26 procedimentos em quatro anos – e, pela primeira vez, nós utilizamos os dois lados do fígado em pacientes internados na mesma instituição.”

*Os nomes são fictícios, para preservar a identidade dos pacientes.
   

SPDM é a 301ª entre as mil melhores e maiores empresas do Brasil

Na edição 2011 da publicação Melhores e Maiores, da revista Exame, a SPDM foi citada entre as mil maiores empresas do Brasil – 301ª colocada. No setor de serviços, foi classificada como a quinta melhor empresa do país – primeira na área de saúde.

 
   

Unidade de tratamento de queimaduras do Hospital São Paulo completa dois anos

As queimaduras, além de causar sofrimento na vítima, representam um problema de saúde pública, que poderia ser evitado ou minimizado por meio de campanhas educativas. Dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo informam que, apenas em 2010, houve cerca de nove internações diárias por queimaduras no estado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) – 80% desses pacientes com lesões de médio e grande porte. Um dos centros especializados é a Unidade de Tratamento de Queimaduras do Hospital São Paulo/HU, que está completando dois anos de atividades, com cerca de 200 pacientes atendidos.

O dr. Alfredo Gragnani, docente da disciplina de cirurgia plástica, conta que a maior parte dos casos é motivada por acidentes domésticos, que ocorrem principalmente na cozinha – explosões causadas por vazamento de gás, queimaduras por contato com parte elétrica, líquidos quentes ou inflamáveis. No HSP, os casos mais comuns acontecem em consequência da manipulação de líquidos inflamáveis, em especial álcool líquido – 31%. “Em casa, ninguém deveria estocar nenhum tipo de substância inflamável, pois qualquer pessoa, inclusive criança, pode ter acesso e se acidentar”, recomenda. “Infelizmente, como a prevenção no Brasil não é muito observada, nós tentamos sempre fazer campanhas e ensinar principalmente as crianças, mas acho que vai demorar muito para mudar a cultura”, explica, comentando que a data 6 de junho, escolhida para chamar a atenção da população para o problema, praticamente não tem divulgação.

Segundo ele, o serviço também recebe muitas vítimas de acidente de trabalho, especialmente pessoas que trabalham com parte elétrica ou produtos químicos. “Geralmente, são homens jovens que trabalham por conta própria e sem proteção.” Também são comuns os casos decorrentes de brigas domésticas e acidentes de automóvel.

Tratamento x dificuldades
Gragnani explica que o resultado do tratamento – hidratação, manutenção da parte clínica e tratamento cirúrgico precoce para limpeza e enxertia – depende do grau e da extensão da queimadura, pior trauma que o organismo pode sofrer. “Quando recebemos um paciente, sempre torcemos para que ele não tenha queimaduras nos membros inferiores, de onde tiramos pele. É muito difícil resgatar um paciente com mais de 60% do corpo queimado. Acima de 75% é praticamente impossível salvar o paciente – os índices de mortalidade são muito altos.”

Segundo ele, além de haver poucos serviços de queimados, no Brasil faltam bancos de pele. No país inteiro só existe um, na cidade de Porto Alegre, enquanto os Estados Unidos têm 56. “As doações são muito complicadas, pois os parentes acreditam que seu ente querido ficará desfigurado. Na realidade, a pele é retirada apenas do dorso e da parte posterior e anterior das coxas.”

Uma opção é o uso da bioengenharia – cultura de queratinócitos (células que representam 80% da epiderme) – com fragmentos de pele do próprio paciente, técnica desenvolvida em Boston na década de 1980. “Na Unifesp, por enquanto, temos cultura de queratinócitos apenas em nível experimental.” Tanto o Laboratório de Cultura de Células como a Unidade de Tratamento de Queimaduras foram criados por empenho e verbas conseguidas pela profa. dra. Lydia Masako Ferreira, titular da disciplina de cirurgia plástica da Unifesp/EPM.

 

Certificado renovado

De acordo com a Portaria 408 do Ministério da Saúde, de 18 de julho de 2011, publicada no Diário Oficial da União em 29 de julho de 2011, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina teve seu Certificado de Entidade Beneficente de Assistência Social na área da saúde renovado até 31 de dezembro de 2012.

   

Aconteceu na SPDM

12/07/2011

Conferência SPDM


Marco Antonio Rossi, Diretor-Presidente do Grupo Bradesco de Seguros e Presidente da FenaPrevi-Federação Nacional de Previdência Privada e Vida

Tema: “Saúde Suplementar no Brasil – Cenários e Perspectivas”

Oportunidades e desafios para o mercado privado de saúde no Brasil
No decorrer dos anos, o mercado de saúde suplementar brasileiro vem observando vigoroso crescimento em oportunidades para novos negócios. O fundamento para essas previsões positivas baseia-se na confirmação de três importantes cenários: o aumento da renda e ingresso das classes C e D ao consumo, o crescimento do emprego formal e a retenção de mão de obra pelas pequenas e médias empresas. O Brasil é o país da América Latina onde as empresas oferecem os maiores benefícios aos funcionários, e saúde é um bem que faz parte do pacote de vantagens.

Desde que surgiu, nos anos 1940, o mercado privado de saúde brasileiro já incorporou mais de 45 milhões de beneficiários, o que corresponde a 24% da população do país. Nesse cenário, há muito espaço para crescimento. Saúde é um bem de consumo para a maioria dos brasileiros. Há, no entanto, alguns desafios que precisam de superação. A discussão sobre inflação médica, criação de mecanismos que permitam às empresas operar produtos focados em necessidades específicas dos clientes e desregulamentação do setor privado são alguns desafios a ser superados.

 
Marco Antonio Rossi, diretor-presidente do Grupo Bradesco de Seguros e presidente da FenaPrevi-Federação Nacional de Previdência Privada e Vida
 
Dr. Marcos Bosi Ferraz, chefe do Grupo Interdepartamental de Economia da Saúde – Unifesp, dr. José Luiz Gomes do Amaral, vice-presidente da SPDM, dr. José Roberto Ferraro, superintendente do Hospital São Paulo/SPDM, Antônio Gualberto Diniz ,diretor regional paulista Bradesco, dr. Rubens Belfort Jr.,presidente da SPDM
 
 

16/08/2011

Conferência SPDM


Prof. Dr. Patrice Degoulet - Professor e Diretor do Centro de saúde Pública e Informática Medica da Faculdade de Medicina da Universidade Paris Descartes. Diretor executivo de Informação do Hospital Europeu Georges Pompidou, Paris, França.

Tema - Governança em saúde eletrônica: a TI para o gerenciamento do cuidado e a promoção da pesquisa no Hospital Europeu Georges Pompidou

O Hospital Europeu Georges Pompidou, localizado no 15º distrito, é o mais recente do grupo de 37 instituições que formam a organização de assistência pública dos hospitais em Paris, sendo responsável pelo atendimento a 600 mil de seus habitantes da região sudeste. Foi inaugurado no ano 2000 e desde o princípio contou com um investimento consistente e permanente para a implantação de recursos de tecnologia de informação e comunicação.

A estrutura básica contempla os seguintes recursos:

1- Sistema de informação clínica de acordo com o modelo de maturidade (ICD Model) de implantação de TI em hospitais (ATA, financeiro e compras, inventário e suprimentos, laboratório, radiologia, PACS, farmácia, prescrição médica e agenda de pacientes, documentação de enfermagem, RES, monitoramento remoto, alertas, data warehouse). (Medasys, McKesson, AGFA)

2- Sistema de gerenciamento da informação: gerenciamento de suprimentos, pessoal e financeiro (SAP)

3- Sistema de Business Intelligence: análise de atividade, gerenciamento da qualidade e apoio à pesquisa. (AP- HPEDP, IBM Cognos, i2b2)

Conta com recursos robotizados para transporte de documentos, coletas de laboratório, entrega de alimentação nos andares, roupas e suprimentos. Ainda, o sistema Da Vinci de cirurgia robótica atua nas cirurgias de cardiotórax, ginecologia, laringe e urologia desde 2006. Em 2008 iniciou-se o projeto de Biobanco Compartilhado, usando a estrutura i2b2 desenvolvida na Harvard Medical School. Em 2009 foi criado o Centro de Pesquisa Cardiovascular. De 2007 a 2011, realizou cerca de 950 teleconsultas nas especialidades: ortopedia, ultrassom, dermatologia e cardiovascular.

Levou cerca de cinco anos para atingir um desenvolvimento aceitável em termos de tecnologia. Porém, hoje possui um nível de desenvolvimento que o faz ser reconhecido como um dos mais avançados no mundo na condição de hospital totalmente digital, apoiando as atividades de assistência e pesquisa. Porém, reforça-se o fato de que nada teria sido alcançado sem a total integração dos recursos em uma complexa abordagem de governança eletrônica.

 
Dr. Patrice Degoulet, professor e diretor do Centro de Saúde Pública e Informática Médica da Faculdade de Medicina da Universidade Paris Descartes. Diretor executivo de Informação do Hospital Georges Pompidou, Paris – França
Reinaldo Salomão, presidente da Coordenadoria de Ensino e Pesquisa do Hospital São Paulo/ Hospital Universitário – Unifesp
Dra. Heimar de Fátima Marin, coordenadora da pós-graduação e do Comitê Executivo em Tecnologia da Informação – Ceti- Unifesp, dr. Reinaldo Salomão
Dr. Flávio Faloppa, presidente do Conselho Gestor do Hospital São Paulo/Hospital Universitário- Unifesp, dr. Paulo  Augusto de Lima Pontes, diretor acadêmico do campus São Paulo – Unifesp, dra. Heimar de Fátima Marin, dr. Daniel Sigulem,  professor-orientador do programa de pós-graduação em Gestão e Informática em Saúde- Unifesp, dr. Patrice Degoulet, dr. Rubens Belfort Jr., presidente da SPDM, dr. Ulysses Fagundes, coordenador de TI das Instituições Afiliadas- SPDM, dr. Henrique Manoel Lederman, vice- chefe do Centro de Diagnósticos por Imagem – Unifesp, dr. Reinaldo Salomão, e Marcello Sampaio Di Pietro, diretor de TI da Unifesp, coordenador de projetos e membro da Comissão de TI do Hospital São Paulo/HU
   

Anote na sua agenda

IV Seminário Hospitais Saudáveis - SHS 2011
São Paulo – 26 e 27 de setembro de 2011

Promoção: Centro de Vigilância Sanitária da Secretaria da Saúde do Estado de São Paulo

Organização: Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP, SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, Organização Saúde Sem Dano – SSD (Health Care Without Harm - HCWR), Organização Civil Projeto Hospitais Saudáveis - PHS e Centro de Vigilância Sanitária – CVS/CCD/SES-SP.

Local: Centro de Convenções do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Sírio-Libanês (IEP) Rua Nicolau dos Santos, 69 - Bela Vista.

Inscrições Gratuitas: http://www.hospitaissaudaveis.org/

   
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