MATÉRIAS

SPDM tem novo vice-presidente

O Conselho Administrativo da SPDM elegeu por unanimidade o dr. Ronaldo Ramos Laranjeira como vice-presidente. Membro do conselho, Laranjeira assume o posto anteriormente ocupado pelo dr. José Luiz Gomes do Amaral, que deixa a posição, assumida em junho de 2010, para dedicar-se em tempo integral à Pró-Reitoria de Planejamento da Unifesp e à presidência da Associação Médica Mundial (WMA). “Foi uma enorme satisfação e uma grande honra ter o privilégio de servir como vice-presidente do Conselho Administrativo da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, trabalhar com o nosso caríssimo presidente, Rubens Belfort de Mattos Jr., e seus conselheiros, superintendentes e os tantos colaboradores que fazem desta instituição modelo em responsabilidade social, ética e eficiência”, diz Amaral.

Laranjeira, que assume o cargo com novas metas, ressalta as qualidades do antecessor: “É uma grande responsabilidade assumir no lugar de uma pessoa como o José Luiz Gomes do Amaral, médico e professor de medicina com a maior credibilidade dentro na nossa instituição”.

Como uma de suas principais metas, Laranjeira relata a importância de estabelecer uma ligação maior entre a parte acadêmica e a parte assistencial da SPDM, criando um estímulo para que cada hospital da rede tenha um professor afiliado da Escola Paulista de Medicina, formando um núcleo acadêmico assistencial em cada instituição da Rede Afiliada SPDM, melhorando ainda mais a qualidade dos serviços prestados à população: “Eu acho que este é nosso diferencial, poder gerenciar serviços do SUS com nível gerencial e de serviço muito bom. Este é nosso objetivo, a busca pela excelência”, ressalta o vice-presidente da SPDM.

 
Dr. José Luiz Gomes do Amaral
 
Dr. Ronaldo Ramos Laranjeira
   

SPDM apoia iniciativa global pelo fim do estigma e da discriminação contra as pessoas atingidas pela hanseníase e suas famílias

Acabar com a discriminação contra portadores de hanseníase e seus familiares. Esse é o principal objetivo do Apelo Global 2012 da Associação Médica Mundial (WMA), sob patrocínio da Nippon Foundation – entidade que há mais de 40 anos é referência internacional em campanhas para a eliminação da hanseníase no mundo. A iniciativa, encabeçada pelas associações médicas de vários países, conta com o apoio da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, da Associação Paulista de Medicina (APM) e da Associação Médica Brasileira (AMB).

Segundo o dr. José Luiz Gomes do Amaral, presidente da WMA, a hanseníase é um problema de saúde generalizado, com aproximadamente 250 mil novos casos diagnosticados por ano em todo o mundo. É uma doença que foi abordada inadequadamente do ponto de vista dos investimentos em investigação e tratamento médico. “Há muitos mitos e equívocos sobre a hanseníase. A doença é um problema de saúde pública, mas, depois de curada, não é mais transmissível. Como médicos, temos o dever de esclarecer dúvidas e bem informar a sociedade”, declarou Amaral, em seu discurso de abertura do evento de lançamento “Apelo Global 2012 pelo fim do estigma e da discriminação contra as pessoas atingidas pela hanseníase e suas famílias”, no dia 30 de janeiro, em São Paulo. “Contamos com os médicos de todo o mundo para acabar com o estigma que existe contra a hanseníase”, reforçou Tatsuya Tanami, diretor executivo da Nippon Foundation.

O evento contou com a presença de autoridades como José Luiz Gomes do Amaral, presidente da WMA; Florentino Cardoso, presidente da AMB; Florisval Meinão, presidente da APM; Tatsuya Tanami, diretor executivo da Nippon Foundation; Rosa Nakasaki, diretora do Programa de Hanseníase da Coordenação de Vigilância em Saúde da Secretaria Municipal de São Paulo; Fausto Pereira dos Santos, assessor especial do Ministério da Saúde; Linamara Battistela, secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência; Joel Lastória, representante da Sociedade Brasileira de Dermatologia; Fernando Oréfice, membro da Comissão Científica do Conselho Brasileiro de Oftalmologia; Otmar Kloiber, secretário-geral da WMA; Rosel Salomão, presidente da Comunidade Médica dos Países de Língua Portuguesa; e Douglas Léon, presidente da Confederação Médica Latino-Americana; bem como Arthur Custódio, coordenador nacional da Morhan (Movimento de Reintegração das Pessoas Atingidas pela Hanseníase); a atriz Elke Maravilha; e o cantor Ney Matogrosso, que apoiam a causa há décadas.
   

Projeto Rede supera metas e contribui para educação inclusiva na cidade de São Paulo

Nascido através de uma parceria entre a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina e a Secretaria Municipal de Educação, o Projeto Rede faz parte do Programa Inclui, que visa à inclusão social e educacional de alunos com necessidades educacionais especiais na rede de ensino regular, transformando cada vez mais as escolas em ambientes adaptados e acolhedores. Iniciado em setembro de 2010, o Projeto Rede visa recrutar e treinar as pessoas da comunidade para se tornarem tutores dos alunos com deficiência e auxiliá-los nas atividades de vida escolar, denominados auxiliar de vida escolar (AVE). Fisioterapeutas e terapeutas ocupacionais visitam as escolas e os alunos contemplados pelo projeto com o intuito de supervisionar a atuação dos AVEs, monitorar o desenvolvimento dos alunos e garantir a qualidade do serviço prestado. “O que nós entendemos é que não basta treinar e colocar as pessoas da comunidade dentro da escola se não tiver uma pessoa que entenda da deficiência, da incapacidade do aluno, orientando-as de maneira coerente”, explica a dra. Yumi Kaneko, diretora técnica do projeto Rede/SPDM.

Orientar e capacitar auxiliares de vida escolar, equipe escolar e a comunidade faz parte das vertentes do projeto, que ainda busca o acolhimento clínico desses alunos. O programa enfatiza conceitos de valorização do ser humano, mostrando que deficiência nem sempre significa incapacidade e potencializando cada vez mais a capacidade residual que cada criança tem: “O que nós pretendemos é integrar essas crianças nas atividades do dia a dia e estimular para que elas se tornem cada vez mais independentes. Não é fazer para elas, é fazer com elas, para que elas comecem a fazer juntas”, reforça a dra. Yumi.

No último ano, o projeto superou as metas propostas e hoje atende 1.551 alunos de 465 escolas. Para 2012, as principais metas do projeto estão na capacitação de pessoas no ponto de vista de conduta pessoal, para que todos entendam o princípio do acolhimento e do respeito aos portadores de necessidades especiais, além do aumento do número de colaboradores do projeto.
   

Equipe de cirurgia cardíaca do Hospital São Paulo/HU/SPDM adota terapia com células-tronco no tratamento de angina refratária

A cirurgia cardíaca foi uma das áreas da medicina que apresentou maiores avanços nos últimos anos, com o surgimento de novas tecnologias e técnicas minimamente invasivas, que possibilitaram a diminuição do tamanho das incisões e, consequentemente, do tempo de internação e do custo dos procedimentos. Um dos destaques é a terapia com células-tronco para tratamento de angina refratária, que livra os pacientes do incômodo da dor.

Esse tipo de procedimento é indicado nos casos em que já foram esgotadas todas as possibilidades terapêuticas disponíveis – como revascularização e colocação de stents –, mas o paciente continua com dor. “Através de um pequeno corte, injetamos as células-tronco da medula do próprio paciente diretamente no músculo cardíaco”, explica o dr. Honório Palma, da equipe de cirurgia cardíaca do Hospital São Paulo/HU/SPDM. “Inclusive, hoje temos um setor que estuda o tratamento de doenças cardiológicas com células-tronco, coordenado pelo dr. Nelson Hossne Junior.”

Desde 2008, foram realizados na instituição 40 casos, com excelentes resultados. A maioria dos pacientes retomou suas atividades num período de três a seis meses após o procedimento. “Os resultados são excelentes, inclusive certificados por meio de nova cintilografia, que prova cientificamente a melhora do quadro. Na parte prática, a primeira evidência é o fim da dor”, atesta o especialista.

O procedimento para o tratamento de angina refratária foi desenvolvido pela Cellpraxis, subsidiária da Cryopraxis em parceria com o Hospital São Paulo/HU/SPDM, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Universidade do Sul da Flórida.
   

Engenharia clínica do Hospital São Paulo/HU passa por reestruturação

Quem utiliza os serviços de um hospital e encontra todos os equipamentos funcionando a contento nem de longe imagina o aparato envolvido nessa tarefa. A engenharia clínica do Hospital São Paulo, que faz parte da gerência de engenharia e infraestrutura, composta de cerca de 150 funcionários, conta hoje com aproximadamente 50 desses colaboradores, incumbidos de tarefas que vão muito além da manutenção de equipamentos médico-assistenciais.

Muito trabalho, transparência e organização são as “ferramentas” do setor para atingir seus objetivos, garantindo a qualidade dos serviços prestados e a segurança dos pacientes. “Como numa grande orquestra, cada membro da equipe conhece o papel que desempenha dentro da instituição”, conta o engenheiro Carlos César Meireles, gerente executivo de engenharia da instituição. O engenheiro Victor Piovezan, gerente de engenharia clínica, vai além e endossa: “Isso garante que todo o trabalho que está sendo feito manterá a qualidade e o crescimento do setor como um todo, independente das pessoas que hoje fazem parte da equipe”.
 
 
Está em andamento um processo de reestruturação que compreende a capacitação e a valorização dos colaboradores, reformas na estrutura física dos laboratórios de calibração, recepção e expedição, bem como a atualização e a padronização dos procedimentos operacionais, e a atualização e o aprimoramento tecnológico, através de visitas a feiras do segmento hospitalar em diversos países. “A ideia é trazer para a instituição novas tecnologias antes que elas cheguem ao mercado nacional”, conta Piovezan.

Para 2012, estão previstos a inauguração de um posto de manutenção, que agilizará o tempo de conserto e a disponibilidade dos equipamentos, e um posto de calibração para garantir a qualidade dos equipamentos disponibilizados através do G.A.T. (Grupo de Apoio Técnico). Outro importante projeto é a busca pela acreditação do laboratório de calibração segundo os requisitos estabelecidos pela norma ABNT NBR ISO/IEC 17025:2005, um primeiro passo para a busca por mais certificações, como a ISO9001, um projeto macro que deverá contemplar toda a área de engenharia do Hospital São Paulo em 2013.
   

Hospital Estadual de Diadema/SPDM participa do International Forum on Quality and Safety in Healthcare 2012, em Paris

O projeto de redução de resíduos infectantes implantado nas unidades cirúrgicas – Centro Cirúrgico, Centro Obstétrico e Unidade de Cirurgia Ambulatorial (UCA) – do Hospital Estadual de Diadema/SPDM, vencedor do prêmio Hospital Amigo do Meio Ambiente 2011, é um dos selecionados para participar do International Forum on Quality and Safety in Healthcare 2012, em Paris, no mês de abril. O fórum, que contará com a presença de cerca de 5 mil participantes de diversos países, objetiva a ampliação do conhecimento através da troca de experiências entre os participantes. Além desse projeto, outro trabalho desenvolvido na área de farmacovigilância também será apresentado no congresso.

Projetos voltados para a sustentabilidade e para o meio ambiente sempre fizeram parte da cultura do Hospital de Diadema, tanto que a instituição é uma das pioneiras na criação de uma gerência de meio ambiente. Coube a essa área desenvolver o projeto, que às vésperas de completar um ano comemora importantes feitos, como a redução de cerca de 70% do resíduo infectante nas áreas onde o projeto foi implantado, o que representa 8% do resíduo infectante total do hospital, e a consequente redução dos gases poluentes gerados na incineração desse material. Bom para o meio ambiente e bom para a economia local, que reduz os altos gastos com esse tipo de processo. “Para nós e para o município, isso é altamente positivo, pois além de gerar economia reduz os impactos no meio ambiente”, conta Mayara Kitaura, técnica ambiental do Hospital Diadema.

Projetos futuros
Colhendo os bons frutos desse projeto, a ideia agora é replicá-lo em outras áreas do hospital e aumentar a quantidade de resíduo reciclável. “Queremos primeiramente replicar nas UTIs, que depois dos Centros Cirúrgicos são as unidades que mais geram resíduos, e, posteriormente, nas unidades clínicas”, revela Mayara.

Mas os projetos não param por aí e mostram que a sustentabilidade ambiental anda lado a lado com a sustentabilidade social. “Também temos parceria com uma cooperativa da região, que recicla todo o nosso papel. Na contrapartida, sempre que realizamos eventos no hospital, eles nos fornecem canetas, pranchetas, blocos e crachás feitos com material reciclado. Essa troca, além de ajudar o meio ambiente, contribui na economia local”, revela a dra. Marcia Maiumi Fukujima, gerente de qualidade, que representará a SPDM no congresso.
 
Vital de Oliveira Ribeiro Filho, presidente do Conselho Consultivo do Projeto Hospitais Saudáveis, Mayara Kitaura, gestora de meio ambiente do Hospital Estadual de Diadema
   

Evidências práticas para a vida real – Centro Cochrane do Brasil

Antibioticoterapia de curta duração tão efetiva quanto tratamento convencional para faringite estreptocócica em crianças
 
 
Questão clínica
 
 
O tratamento com antibiótico oral por dois a seis dias (curta duração) é tão efetivo quanto a penicilina oral por dez dias (duração convencional) no tratamento de faringite aguda por estreptococo beta hemolítico do grupo A?
 
 
Contexto
 
 
 
A duração convencional do tratamento da faringite estreptocócica com penicilina oral é de dez dias. Antibióticos para tratamento de curta duração devem apresentar eficácia comparável.
 
 
Resultados
 
 
 
Tratamento de três a seis dias com antibioticoterapia via oral (macrolídeos, cefalosporina e amoxicilina) tem eficácia comparável à dez dias da duração-padrão de penicilina oral no tratamento de crianças com faringite estreptocócica aguda. Comparado ao tratamento de duração convencional, o tratamento de curta duração apresentou períodos de febre e dor de garganta mais curtos, menor risco de falha inicial do tratamento clínico, sem diferença significativa na falha bacteriológica do tratamento ou recorrência clínica tardia. A menor duração do tratamento com antibiótico parece ser mais conveniente para o paciente, melhora a aderência ao tratamento, reduz a taxa de falhas e reduz a necessidade de retorno médico e, consequentemente o custo geral. Não é possível tirar conclusões sobre a comparação nas taxas de complicação por febre reumática e por glomerulonefrite aguda pós-estreptocócica.
 
 
Pontos importantes
 
 
 
O tratamento de curta duração (de dois a seis dias) resulta em melhor aderência, mas apresenta mais efeitos colaterais, a maioria deles autolimitada e de grau leve a moderado de diarreia, vômitos e dor abdominal. Em áreas em que a prevalência de febre reumática ainda é alta, esses resultados devem ser interpretados com cautela.
 
 
Revisão sistemática Cochrane
 
 
 
AltamimiS et al. Short versus standard duration antibiotic therapy for acute streptococcal pharyngitis in children. Cochrane Reviews 2009, Issue 1.Article No. CD004872. DOI: 10.1002/ 14651858. CD004872.pub2. Essa revisão incluiu 13 estudos com 13.102 participantes.
 
   

Hospital São Paulo/HU/SPDM cria Núcleo de Avaliação Tecnológica em Saúde (NATS)

O Hospital São Paulo/HU/SPDM está implantando um Núcleo de Avaliação Tecnológica em Saúde (NATS), braço da Cochrane do Brasil, com o objetivo de avaliar a efetividade e a eficiência de novas tecnologias – segurança, baixo custo e aplicação a um grande número de pacientes – antes de sua aquisição, evitando assim desperdício de recursos. “O núcleo também desenvolverá um projeto para formação de novos atores com competência em avaliações tecnológicas em saúde, além do ensino e da pesquisa, que são inerentes a uma Grande Universidade, como a Unifesp”, conta o Dr. Álvaro Atallah, Presidente da Cochrane do Brasil e Coordenador do NATS/HSP.

A aquisição de quaisquer novas tecnologias envolve grandes somas em dinheiro e, portanto, tem de ser muito bem avaliada. Segundo Atallah, instituições como a SPDM, que administra uma ampla rede de hospitais e atende milhares de pessoas, precisam avaliar se naquela circunstância a aquisição vai ser realmente útil para os seus pacientes. “O ideal é que se faça a avaliação competente prévia com a literatura já existente, para então incorporar a nova tecnologia. Isso vale tanto para tratamento como para diagnóstico e prevenção. Funções fundamentais da Colaboração Cochrane, nestes últimos 20 anos.”

Em curto prazo também será implantado na SPDM um curso de saúde baseada em evidências, direcionado para um público diverso, como profissionais de saúde, gestores, residentes e pacientes. A SPDM atende 12 milhões de pessoas por ano, que são os maiores interessados na saúde baseada em evidências, até para não se submeter a cirurgias e exames absurdos ou receber tratamentos desnecessários ou inseguros. Esclarecer para os pacientes quais são os riscos e os benefícios de cada um – afinal, os pacientes têm de ser cada dia mais participativos –
, “esse é o desafio moderno, e o que nós estamos fazendo é ensino de qualidade em massa para esclarecer a população sobre os seus direitos e racionalizar a judicialização, que atualmente não leva em conta a melhor ciência médica existente. Com isso pode-se evitar sobrecarga dos sistemas de saúde e judicial – existem mais de 250 mil processos no Brasil relacionados ao sistema de saúde, que per si irão consumir só em procedimentos legais cerca de 5 bilhões de reais, sem falar do desperdício de recursos aplicados de maneira não apropriada na saúde”, diz Atallah.

Legislação – Em abril de 2011, foi sancionada a Lei no 12.401, que dispõe sobre a assistência terapêutica e a incorporação de tecnologia em saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa lei determina que todas as implementações de novas tecnologias tenham base em evidências científicas de qualidade. Paralelamente, o ministro Alexandre Padilha assinou uma portaria Nº. 625 de 29 de março de 2011, em que define que não é qualquer evidência que deve ser considerada, mas sim aquelas que utilizem ferramentas semelhantes às da colaboração Cochrane.

Neste aspecto, o NATS ligado ao Centro Cochrane do Brasil, estará integrado aos três objetivos da UNIFESP: ensino, pesquisa e extensão.

   

Equipe multiprofissional assiste grávidas diabéticas

Um dos grandes desafios da medicina é conscientizar a população sobre a necessidade de mudar hábitos de vida, como alimentação e sedentarismo, para evitar problemas como o diabetes, doença que atinge milhões de pessoas no mundo e que exige cuidados constantes e colaboração do paciente para evitar maiores consequências. O Hospital São Paulo/HU criou uma equipe multiprofissional para cuidar das grávidas diabéticas, grupo que necessita de cuidados extras, já que o descontrole dos níveis de glicemia no sangue pode colocar em risco a gestante e o bebê. A equipe é composta de obstetras, endocrinologistas, nutricionistas, fisioterapeutas, psicólogo, dentista e especialista em comportamento sexual. Independentemente do tipo de diabetes, as gestantes recebem acompanhamento integral antes, durante e depois do parto. Mensalmente, são realizadas mais de 105 consultas.

O diabetes é uma doença crônica, resultado de um distúrbio na produção de insulina pelo pâncreas ou da utilização inadequada da mesma, que provoca aumento dos níveis de açúcar no sangue. Pode ser do tipo 1 (o pâncreas não produz mais insulina) ou do tipo 2 (o pâncreas fabrica insulina, mas em quantidade insuficiente, devido a fatores como sedentarismo, obesidade ou hereditariedade). Já o diabetes gestacional, responsável por 70% das consultas do serviço, afeta mulheres que, mesmo não tendo histórico pessoal ou familiar da doença, desenvolvem resistência à insulina durante a gravidez. “Esse risco é maior quando a gestante ganha muito peso, principalmente se tiver mais de 35 anos”, explica a dra. Rosiane Mattar, coordenadora do serviço. “Nesse caso específico, é comum a doença ter começo, meio e fim. É um tipo de diabetes que, na maioria das pacientes, regride espontaneamente após o parto; entretanto, exige cuidados especiais porque pode prejudicar a mãe e o bebê.”

O tratamento correto do diabetes inclui dieta alimentar, exercícios físicos e, se necessário, medicamentos orais ou insulina, para garantir a qualidade de vida da paciente. Quando as pacientes seguem o tratamento à risca, é possível controlar o diabetes. “No caso da maioria das diabéticas gestacionais, conseguimos obter êxito apenas com exercício e controle da dieta – eliminação do açúcar e controle dos carboidratos. Quando isso não acontece, entramos com a insulina.”

Gravidez de risco – A grávida portadora de diabetes é mais propensa a uma série de intercorrências, como infecções, problemas de cicatrização, pré-eclâmpsia, malformação do feto, prematuridade e parto difícil. “A glicemia mal controlada pode determinar também uma série de infecções – na gravidez, a mais frequente é a infecção urinária”, alerta a obstetra Maria Regina Torloni. “Além da perspectiva de um parto difícil devido ao tamanho do bebê, o outro risco importante é a pré-eclâmpsia, que pode ameaçar a vida da gestante.”

Segundo a dra. Maria Regina, após o parto, essas pacientes têm que ser submetidas ao acompanhamento rigoroso de um endocrinologista, já que boa parte das que apresentaram diabetes gestacional tem chance de desenvolver diabetes tipo 2. “Inclusive, a amamentação é recomendada porque, além de ser bom para o bebê, facilita o controle glicêmico e ajuda a emagrecer.”
   

Ame Psiquiatria Vila Maria: uma proposta de atenção integral à saúde mental

Durante muitas décadas segregados do convívio familiar e social por longos períodos de internação em hospitais psiquiátricos, agora os portadores de transtornos mentais recebem atenção diferenciada. O Ambulatório Médico de Especialidades-Psiquiatria (AME-Psiquiatria), por exemplo, constitui-se em iniciativa inovadora na gestão de serviços ambulatoriais na área de psiquiatria e saúde mental.

Inaugurado em agosto de 2010, atende pessoas com um quadro psiquiátrico de maior complexidade, mas que não necessitam de internação, como pacientes com depressão, portadores de transtornos bipolar e psicóticos, dependentes químicos e pacientes com esquizofrenia. Seu objetivo é melhorar o acesso ao tratamento aos pacientes com transtornos mentais graves que necessitem de avaliação e atendimento psiquiátrico e de saúde mental especializados.

Oferece cinco programas baseados nas seguintes especialidades psiquiátricas: transtornos de humor e ansiedade, transtornos relacionados ao uso de álcool e drogas, psiquiatria geriátrica, transtornos psicóticos e esquizofrenia, e psiquiatria da infância e adolescência. Cada um desses programas possui equipe multiprofissional composta de psiquiatras, psicólogos, terapeutas ocupacionais, assistentes sociais e enfermeiros com especialização em saúde mental.

O paciente chega ao serviço através de agendamento eletrônico realizado pelas UBS, pelo Caps e por equipes de saúde mental do Núcleo de Apoio à Saúde da Família (Nasf) a fim de ser avaliado pela equipe de saúde mental do AME-Psiquiatria. O paciente frequenta o AME até serem elaborados um diagnóstico e uma proposta terapêutica adequada e até seu quadro comportamental ser estabilizado.

Para ingressar no programa, os pacientes, além de residir na zona norte de São Paulo, devem atender a outros critérios, como: apresentar transtorno mental de intensidade moderada a grave, ser encaminhados por serviço de saúde de referência (UBS, Caps, Nasf ou Unidade de Internação em Psiquiatria), ter necessidade de urgência para avaliação psiquiátrica ou por equipe de saúde mental, apresentar transtorno mental de diagnóstico ou manejo clínico difíceis e ser egressos de internação psiquiátrica recente.

Os critérios para alta são a melhora ou a estabilização do quadro psiquiátrico e a realização de encaminhamento ao serviço de saúde de referência de acordo com a necessidade do paciente. Este somente é desligado do AME após a realização da primeira consulta no serviço para o qual foi encaminhado, evitando que o mesmo fique sem acompanhamento.

O AME-Psiquiatria em números:
O AME-Psiquiatria Vila Maria conta atualmente com 20 médicos psiquiatras, um clínico-geral, um neurologista, nove psicólogos, nove terapeutas ocupacionais, 16 enfermeiros em saúde mental, 12 técnicos de enfermagem, quatro assistentes sociais, uma nutricionista e mais de 40 profissionais da área administrativa. Desde o início de suas atividades, já realizou 21.243 consultas médicas, 6.693 atendimentos de acompanhamento psicológico, 5.422 de acompanhamento de terapia ocupacional e 4.232 de enfermagem.

Segundo o dr. Gerardo de Araújo Filho, diretor técnico da unidade, em pesquisas de opinião feitas pela equipe do Sistema de Atendimento ao Usuário (SAU) o AME-Psiquiatria tem sido muito bem avaliado pelos pacientes. “No período, a média de aceitabilidade geral de seus serviços é de 97%.”

Parceria de sucesso
A unidade é fruto de parceria entre o governo do estado de São Paulo, através da Secretaria de Estado da Saúde, Departamentos de Psiquiatria de quatro Faculdades de Medicina do município de São Paulo – ligadas à Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), à Universidade de São Paulo (USP), à Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa (FCM-SCSP) e à Universidade de Santo Amaro (Unisa) –, o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo e o Ministério Público estadual.
   

Oftalmologia da EPM/HSP comunica protocolos de pesquisa

Uma série de pesquisas clínicas na Oftalmologia da EPM-HSP está em andamento e pacientes recebem avaliação, tratamento e os medicamentos gratuitamente.

Os interessados em enviar pacientes e informações podem entrar em contato com Luci (pelo e-mail luci@oftalmo.epm.br ou pelos telefones 5572-6443 e 7157-1967) ou enviar pacientes para triagem no Setor de Pesquisa Clínica, na Rua Botucatu 824, de segunda a sexta-feira, das 9:00h às 17:00h.

ALGUNS DOS PROTOCOLOS ATUALMENTE CAPTANDO PACIENTES:

Glaucoma crônico simples ou hipertensão ocular com diferentes colírios.
Bimatoprosta 0,03% no tratamento de hipotricose de cílios induzida por quimioterapia em crianças.
Sulfametaxazol e Trimetoprim intravítreo na retinocoroidite toxoplásmica recidivante.
Voclosporina como terapia da uveíte Intermediária, uveíte posterior ou pan-uveíte não infecciosa ativa.
Injeções intravítreas de Sirolimus para uveíte ativa e não infecciosa.
   

Aconteceu na SPDM

Evento da SPDM comemora Dia do Farmacêutico e discute segurança do paciente

No Dia do Farmacêutico, 20 de janeiro, aconteceu a nona edição do encontro anual de farmacêuticos da SPDM, na oportunidade focado no tema “segurança do paciente”, uma das prioridades da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde, bem como de instituições acreditadoras nacionais e internacionais. O evento, que contou com a presença de cerca de cem pessoas, foi realizado com o objetivo de ampliar os conhecimentos dos profissionais da área, por meio de palestras de cunho técnico e motivacional.

Em seu discurso de abertura, o dr. Nacime Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM, lembrou do primeiro evento da série, que, segundo ele, foi realizado para promover troca de experiências, aprendizado e transmissão de conhecimento. “Assim como os outros setores, a farmácia hospitalar não poderia estar de costas nem para o hospital nem para a rede assistencial, e por isso foram realizados diversos encontros para harmonizar as áreas e produzir para a sociedade um trabalho de funcionalização, de economia, de melhoria dos gastos públicos, diminuição de riscos e melhoria da segurança dos pacientes.”

Segundo Márcio Valenta, gerente de farmácia das Instituições Afiliadas da SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, a cada dia que passa, cresce a participação do farmacêutico no cenário hospitalar e nos segmentos de farmácia dos Afiliados SPDM – Farmácias de Alto Custo, Ambulatoriais e na Microrregião (UBS, AMAs e PS). Esse profissional, que antes cuidava apenas do estoque e da distribuição interna na farmácia hospitalar, hoje integra equipes multidisciplinares, contribuindo diretamente para garantir a qualidade da assistência, aumentar a segurança do paciente – evitando erros de medicação, efeitos adversos e interação medicamentosa, entre outros –, além de gerar economia para as instituições em que atua.

Atualmente, as Instituições Afiliadas da SPDM contam com 154 profissionais farmacêuticos, entre clínicos e administrativos, número bastante significativo diante dos três primeiros contratados para atuar no Hospital Geral de Pirajussara. “É sempre muito importante estimular os profissionais a se prepararem para garantir a segurança dos pacientes, o que deve ser feito com qualidade, segurança no processo e avaliações constantes de potenciais riscos”, avalia Dr. Nacime Mansur.

 
Márcio Valenta, gerente de farmácia das Instituições Afiliadas da SPDM
 
Dr. Nacime Mansur, superintendente da Rede de Unidades Afiliadas da SPDM
 
 
Treinadores da Alegria
   

Anote na sua agenda

1/03/2012

Conferência SPDM
Dr. Hêider Aurélio Pinto – Médico Sanitarista e militante da Reforma Sanitária. Diretor do Departamento de Atenção Básica, da Secretaria de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde.


Tema:
Atenção Básica no Brasil
Hora: 10h30

Local: Anfiteatro do Hospital São Paulo
Rua Napoleão de Barros, 715 – 15º andar – Vila Clementino

 
 

29/03/2012

Conferência SPDM
Dr. Claudio Lottenberg – Professor do Curso de Pós-Graduação em Oftalmologia da UNIFESP. Presidente da Confederação Israelita do Brasil e do Hospital Israelita Albert Einstein.


Tema:
O Futuro da Saúde
Hora: 11h

Local: Anfiteatro do Hospital São Paulo
Rua Napoleão de Barros, 715 – 15º andar – Vila Clementino

   
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