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HMB disponibiliza leitos exclusivos para cuidados paliativos

HMB disponibiliza leitos exclusivos para cuidados paliativos

Estratégias terapêuticas para controlar os sintomas e possibilitar conforto são oferecidas durante o tratamento

Com intuito de promover atendimento humanizado e de qualidade, o Hospital Municipal de Barueri (HMB), unidade da Prefeitura de Barueri gerenciada em parceria com a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, reservou quatro leitos especialmente para pacientes com sintomas de doenças graves que ameaçam a continuidade da vida e para pacientes acometidos por patologias em estágio terminal.

O HMB, que possui uma equipe multidisciplinar composta por médicos, enfermeiros, psicólogos, assistentes sociais e capelães hospitalares, oferece este tipo de assistência em todos os setores e especialidades desde maio de 2018.  “Nosso objetivo, em primeira instância, foi despertar o sentimento de empatia, de acolhimento, para conversar sobre finitude abertamente com as equipes médicas, de enfermagem e todos os colaboradores envolvidos no cuidar do paciente”, explica Vânia Zito, coordenadora de Cuidados Paliativos, que destaca o atendimento desses cuidados para mais de 200 pacientes, entre maio de 2018 e abril de 2019, com consultoria nas unidades de internação e de Terapia Intensiva, além de interconsultas no Pronto Atendimento.

Com base nas informações do Ministério da Saúde, cuidados paliativos são destinados a toda pessoa afetada por uma doença que ameace a vida, seja aguda ou crônica a partir do diagnóstico de uma enfermidade, com objetivo de promover melhoria da qualidade de vida do paciente e seus familiares.

“Os Cuidados Paliativos têm por princípios: reafirmar a vida; considerar a finitude como um processo natural e não acelerar nem adiar a morte; cuidar dos aspectos espirituais; oferecer um sistema de suporte que auxilie a família a sentir-se amparada durante o processo da doença; e, principalmente promover ética e dignidade no final da existência”, comenta Zito, que exemplifica doenças cardiovasculares, tuberculose resistente, Doença de Parkinson, esclerose múltipla, câncer e insuficiência renal crônica como patologias que podem necessitar de cuidados paliativos.

 “Sempre fomos muito gratos por todo o atendimento que tivemos, desde o porteiro que nos recebia lá fora até os médicos que estavam cuidando da minha mãe” comenta Patrícia Santana Santos sobre o tratamento de amor, carinho e respeito de todos os funcionários durante o período de internação de Terezinha Celestino Santana Silva. A paciente comentou que sentia muita falta do seu cachorro ‘João’ e a direção do hospital permitiu a entrada do animal, depois de todos os processos de higienização necessários e exigidos. Durante a ocasião, a forma de acolhimento comoveu todos os familiares e colaboradores, que ficaram impressionados com a reação de saudade demostrada pelo cachorrinho. “O João sempre foi o animal de estimação da minha mãe, o parceiro de todas as horas. Esse foi um momento mágico, cheio de muita emoção para todos nós”, destaca Patrícia, que acredita no sentimento de conforto e missão cumprida por parte de sua mãe, após essa visita.

De acordo com a Academia Nacional de Cuidados Paliativos, o significado de paliar é proteger. E proteger alguém é uma forma de cuidado com objetivo de amenizar a dor e o sofrimento. Justamente para oferecer qualidade de vida, a equipe de cuidados paliativos se dedica a tratar cada paciente com individualidade, acolhimento e manejo dos sintomas de forma diferenciada.

No caso da paciente Maria Neusa dos Santos Silva, que está recebendo cuidados paliativos no HMB, tanto a transferência de leito quanto o seu aniversário foram motivos de comemoração. “A festa surpresa para a minha sogra foi a coisa mais linda! Eu fiquei muito emocionada! A equipe, que é muito carinhosa, humana e dedicada, cantou “Parabéns”, trouxe bolo, bexigas e até uma flor de presente para ela!”, conta Diana Aparecida da Silva Santos, que considerou a atitude essencial para amenizar a dor e suprir a ausência dos outros familiares.

Além da dor física, diante do diagnóstico de uma doença grave, é comum surgir muitas dúvidas e complicações emocionais. Por isso, é fundamental que pacientes, familiares e profissionais da saúde estejam sempre alinhados e em contato direto.  “Quanto mais cedo o paciente chega para o paliativismo, maior é o tempo de acompanhamento e maior a possibilidade de proporcionar a melhor forma de desfecho. As reuniões, na sala de acolhimento, são justamente para explicar as condições e possibilidades do paciente para todos os familiares, com objetivo de que todos entendam o planejamento do trabalho conjunto”, explica Samanta Gaertner Mariani, paliativista do HMB, que considera a abordagem integral da equipe multidisciplinar fundamental para o tratamento, já que uma profissão completa a outra.  

Para finalizar, é importante ressaltar que os cuidados paliativos são oferecidos para tornar a situação mais confortável para o paciente e para os familiares. O acolhimento deste tipo de tratamento é proporcionar qualidade de vida, seja por meio do alívio da dor, pelo apoio psicológico ou ainda na satisfação de pequenos desejos e alegrias. A condução adequada das áreas físicas, emocionais e sociais que garantem o sucesso do paliativismo.  

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