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Notícias sobre Coronavírus

Hospital referência em Barueri orienta colaboradores sobre fluxo de atendimento ao novo coronavírus

Hospital referência em Barueri orienta colaboradores sobre fluxo de atendimento ao novo coronavírus

Iniciativa visa esclarecer possíveis dúvidas e conscientizar equipe da unidade, aumentando a segurança da assistência à população

Na segunda (16/3) e na terça-feira (17/3) desta semana, o Hospital Municipal de Barueri Dr. Francisco Moran (HMB), unidade da Prefeitura de Barueri gerenciada em parceria com a SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, promoveu dois encontros entre a equipe do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) e os colaboradores, tanto da assistência quanto da área administrativa, a fim de esclarecer dúvidas como origem, tratamento, uso de equipamentos de proteção individual e, principalmente, o fluxo de atendimento para o novo coronavírus. Porém, vale ressaltar que a equipe responsável pelo acolhimento desses casos recebeu treinamento específico. 

Como, em Barueri, o HMB é o local indicado para realização de exames para confirmar ou descartar a detecção do novo coronavírus, é fundamental que todos os funcionários entendam o processo de atendimento. Por meio da rede municipal de saúde, o hospital recebe a solicitação de exame do caso suspeito e quando o paciente (já com máscara) entra na unidade, é encaminhado para o setor responsável pela admissão do caso, seguindo para uma área isolada, a fim de realizar o protocolo. Após coleta de material, o paciente recebe orientação para ficar em isolamento domiciliar até que receba o resultado do exame. É importante frisar que apenas em situações consideradas graves, como em idosos ou pessoas que apresentam alguma comorbidade, existe a indicação para internação. 

Na segunda-feira (16/3), Priscila Dantas, infectologista do HMB, destacou a importância de acessar informações seguras e corretas para não causar desespero ou pânico. “É fundamental que nós confiemos nos dados oficiais porque desde o primeiro caso suspeito na China, provavelmente devido ao consumo de animais como morcegos e pangolins, muitos cientistas começaram a desenvolver pesquisas e estudos sobre o surgimento desse novo vírus da família do coronavírus, que já é um vírus conhecido desde 1960. Inclusive os dados desses estudos já apontaram que mais de 40% dos casos foram infectados em ambiente hospitalar, ou seja, por profissionais que lidam diretamente com os pacientes. Por isso, estamos proporcionando essa palestra”, explicou Dantas, que enfatizou a necessidade de pensar no coletivo acima do individual, porque a maioria da população não é considerada vulnerável, mas pode ser transmissora. 

A médica também explicou que o uso de máscaras é destinado apenas para quem está com os sintomas da Covid-19, doença transmitida pelo novo coronavírus, e para os profissionais que terão contato direto com esse paciente. “As pessoas acham que colocar máscara é uma forma de proteção, mas ela perde a eficácia em pouco tempo de uso contínuo devido ao calor, ao suor e até a umidade da respiração. Quem precisa desse tipo de equipamento é a pessoa que transmite o vírus por meio de gotículas da fala, do espirro ou da tosse e quem vai atendê-la”, esclareceu Priscila, que demonstrou na prática a ordem de colocação e de retirada dos equipamentos de proteção individual, por exemplo, avental, luvas e óculos. 

Já na terça-feira (17/3), a palestra foi conduzida por Angélica Barbosa, infectologista do hospital, que também passou um panorama da doença e abordou a necessidade de lavar as mãos no ambiente hospitalar, já que o álcool gel é indicado apenas quando não há disponibilização de água e sabão. “Higienizar as mãos precisa ser um hábito, assim como usar de cinto de segurança. Quando você entra no carro, não é automático colocar o cinto? A lavagem das mãos também tem que ser porque é a melhor forma de prevenir a Covid-19. E essa prevenção depende da colaboração de todos”, alertou Barbosa, que finalizou a conversa com um vídeo exatamente sobre a transmissão do vírus no hospital quando uma pessoa esquece de lavar as mãos e amplia o risco de contaminação para toda a unidade e para os visitantes, que saem do hospital e podem transmitir para outras pessoas.

Vale destacar que além das palestras com especialistas, como medida prática, cada setor recebeu embalagens de álcool gel. O departamento de hotelaria está com atenção redobrada para abastecimento de sabonete líquido e álcool em todos os andares do hospital e nos processos de higienização da unidade, com foco em portas e maçanetas. Além disso, a hotelaria também realiza a limpeza com produtos específicos de desinfecção no corredor, no elevador e no leito destinado para o exame imediatamente após a passagem do paciente com suspeita. 

A direção do HMB, que disponibilizou banner informativo sobre como agir em casos suspeitos e tem realizado reuniões diárias com o SCIH sobre a situação atual do vírus, ainda desenvolveu um fluxo de atendimento específico para garantir a segurança de todos os transeuntes e um plano de contingência que já garante a reserva de 20 leitos de isolamento nesse primeiro momento e de acordo com a necessidade, possibilita a viabilização de mais 20 leitos.

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