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Surto de sarampo na Europa chama a atenção para os movimentos antivacina

Surto de sarampo na Europa chama a atenção para os movimentos antivacina

Doença é altamente contagiosa e em adultos pode ter graves complicações

No início deste ano, mais de 1.500 casos de sarampo foram registrados em mais de 14 países europeus, incluindo Alemanha, Itália, Romênia, Portugal e França. Mais de 80% dos infectados não tinha tomado vacina contra o sarampo. Especialistas afirmam que falhas nas campanhas de vacinação causaram o surto, além de movimentos antivacina. Entre 2016 e 2017, mais de 5.800 casos de sarampo foram relatados na Europa. Já nos Estados Unidos, os grupos antivacina crescem com mais força ainda - o país já registrou uma epidemia da doença em 2015.

Contrários à prevenção de doenças por imunização, seja por razões filosóficas ou médicas, os grupos antivacina estão crescendo perigosamente no mundo inteiro.

A vacina é um marco na história da humanidade, responsável pela erradicação da varíola no mundo, da poliomielite nas Américas e pela diminuição do risco de uma série de doenças, como coqueluche, tétano, difteria, tuberculose, sarampo, entre outras.

De tempos em tempos, grupos antivacina surgem e quando ganham muita força em determinados lugares, gerando insegurança nos pais que passam a não querer vacinar seus filhos, o perigo de uma epidemia aumenta muito.

Sarampo

O sarampo é uma doença infecciosa, causada por um vírus, que acomete principalmente crianças, mas pode acontecer em qualquer idade. “A transmissão acontece principalmente por via respiratória, ou seja, a pessoa elimina o vírus pela respiração quando espirra ou tosse, disseminando a doença. Exatamente por conta disso, o sarampo é uma doença com alto risco de contágio”, explica Braulio de Melo Araujo, infectologista do Hospital Geral de Pirajussara, unidade administrada em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

Os principais sintomas são febre alta, prostração, manchas na pele (pequenas pintas avermelhadas) que tendem a se espalhar pelo corpo inteiro, conjuntivite bilateral, dor de garganta, tosse com catarro e coriza.

“Apesar de deixar a criança debilitada, o sarampo é uma doença que geralmente evolui bem. Mas esta evolução é bem diferente em crianças com a saúde debilitada, em adultos ou em qualquer pessoa com imunodeficiência”, explica o infectologista. Nestes casos, não é incomum que a doença se complique com infecções bacterianas nos pulmões, causando pneumonia, e nos ouvidos, causando otite.

Grande parte dos casos registrados na Europa foram de pessoas que já estavam na idade adulta, justamente quando a doença tende a ser mais grave.

Prevenção

A vacina contra o sarampo faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo oferecida gratuitamente em postos de saúde, e é a principal forma de prevenção da doença. “A tríplice viral, ou SCR, é uma vacina conjugada que protege contra 3 doenças: sarampo, caxumba e rubéola”, explica Braulio Araujo.

Em São Paulo, ela é oferecida a toda criança aos 12 meses de vida, podendo ser repetida após três meses. A segunda dose vem acrescida de um componente que protege também contra a varicela, nossa conhecida catapora, por isso essa segunda dose se chama vacina tetraviral.

De acordo com o especialista, caso a vacina não tenha sido administrada durante a infância, pode ser tomada durante a vida adulta sem problema algum.

Os grupos antivacina alegam que a vacina contra o sarampo está relacionada ao autismo. É preciso frisar que não há nenhuma evidência científica que baseie tais teorias. “Há uma grande gama de informação não oficial sobre a possibilidade de relação entre vacinas, doenças imunes e autismo. É importante informar à população que instituições oficiais como o American College of Pediatricians (Associação Americana de Pediatria), o Center for Disease Control and Prevention (Centro de Controle e Prevenção de Doenças), a Associação Brasileira de Pediatria, o Ministério da Saúde, entre outras autoridades e entidades, são explícitos em apoiar a prática de vacinação”, diz o infectologista.

“É claro que nenhum tratamento medicamentoso está isento de efeitos colaterais e os pais devem estar cientes disso”, lembra o especialista. Mas no caso da vacina, os efeitos colaterais, que raramente são graves, não se comparam aos benefícios trazidos.

 

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