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O que você precisa saber sobre febre amarela em São Paulo?

O que você precisa saber sobre febre amarela em São Paulo?

No início de 2017 um surto de febre amarela assustou muita gente, principalmente a população da região Sudeste do país. De acordo com dados do Ministério da Saúde, de 1º de dezembro de 2016 até 1º de agosto de 2017, foram confirmados 777 casos e 261 óbitos por febre amarela. Além disso, outros 213 casos permanecem em investigação e 304 foram considerados inconclusivos, já que não foi possível produzir evidências da infecção ou não se encaixavam na definição de caso. Apenas na região Sudeste, foram 764 casos confirmados, com maior concentração nos estados de Minas Gerais e Espírito Santo. Logo em seguida estão as regiões Norte, com 10 casos confirmados, e Centro-Oeste, com três casos. 

No início de setembro, o Ministério da Saúde anunciou que o país estava livre do surto de febre amarela, o último caso foi registrado em junho de 2017. Os ânimos se acalmaram, mas no final de semana do dia 21 de outubro a doença voltou a causar preocupação. Isso porque um macaco foi encontrado morto no Parque do Horto Florestal, na Zona Norte da cidade de São Paulo. A partir de então, a campanha de vacinação foi reforçada, principalmente na região do Horto Florestal que, assim como o Parque da Cantareira e outros 13 parques públicos, foi fechado por medidas de segurança. 

Veja abaixo alguns pontos importantes e esclareça suas dúvidas sobre a situação atual da doença: 

Existem casos de febre amarela na cidade de São Paulo? 

Não. É importante frisar que, até o momento, não foi registrado nenhum caso de febre amarela em humanos na capital paulista. Além disso, os 22 casos da doença registrados em todo o estado foram de febre amarela silvestre, ou seja, as pessoas foram contaminadas quando viajaram para áreas rurais ou silvestres. Não são registrados casos de febre amarela urbana no Brasil desde 1942. A principal diferença entre elas é o vetor de transmissão.

Os macacos podem transmitir a doença? 

Não. A febre amarela silvestre é transmitida pelo mosquito Haemagogus e Sabethes, enquanto que o já conhecido Aedes aegypti é o principal vetor de transmissão da febre amarela urbana. Os macacos são vítimas da doença e não transmissores. Na verdade, eles são nossos aliados, pois quando são infectados indicam a presença do vírus na região, possibilitando ações que contenham o avanço da doença.  

Devo me vacinar? 

A prioridade neste momento é vacinar as pessoas que moram próximas do Horto Florestal. Moradores de outras regiões da cidade não precisam se vacinar, a não ser que viajem para áreas de risco.  Na Zona Norte da capital paulista, 37 Unidades Básicas de Saúde (UBS) estão aplicando a vacina contra a febre amarela. Veja aqui quais são: https://goo.gl/n84Yqd 

Vale lembrar que gestantes, crianças com menos de nove meses, mulheres amamentando crianças com menos de seis meses, alérgicos a ovos e pacientes imunodeprimidos não devem se vacinar.  

Quais são os sintomas da febre amarela?  

Em muitos casos, os pacientes são assintomáticos. Depois do período de incubação, que varia de três a sete dias após a picada, as manifestações clínicas, quando surgem, podem ser leves, moderadas ou graves, incluindo: cansaço, dor de cabeça, febre repentina, dores pelo corpo, náuseas, vômitos e icterícia (pele amarelada). 

O que fazer se apresentar os sintomas? 

Se a pessoa apresentar os sintomas, principalmente se esteve recentemente em áreas consideradas de risco, é preciso procurar uma unidade de saúde o quanto antes. Informe o médico que viajou para regiões de risco. 

Como posso me prevenir? 

A vacina é a melhor forma de prevenção caso vá viajar para áreas de risco e deve ser tomada com, pelo menos, 10 dias de antecedência. De acordo com a recomendação da Organização Mundial da Saúde, uma única dose é suficiente para proteger por toda a vida. 

A febre amarela é contagiosa? 

Não, a doença não é transmitida de pessoa para pessoa. A transmissão se dá apenas pela picada de mosquitos infectados pelo vírus. 

*Com informações da Secretaria Municipal da Saúde de São Paulo, Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo e Ministério da Saúde. 

Para saber mais sobre a doença, veja este vídeo com o infectologista Marcelo Burattini: https://goo.gl/wuLyMp 

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