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No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, SPDM alerta sobre a importância da inclusão e da acessibilidade

No Dia Internacional da Pessoa com Deficiência, SPDM alerta sobre a importância da inclusão e da acessibilidade

Oferecer ajuda e agir naturalmente são algumas atitudes que podem fazer diferença no cotidiano dessas pessoas

Comemorado anualmente em 3 de dezembro, desde 1992, o Dia Internacional da Pessoa com Deficiência tem como principal objetivo chamar a atenção da população quanto aos temas que envolvem a deficiência física ou mental, além de reforçar a necessidade da inclusão dessas pessoas nos campos da política, social, econômico e da cultura. De acordo com dados levantados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 25% da população brasileira tem algum tipo de deficiência, ou seja, aproximadamente 45 milhões de pessoas.

Um dos desafios relacionados ao universo da Pessoa com Deficiência, ou PcD, é com relação à acessibilidade, o que pode impactar direta ou indiretamente sua qualidade de vida. Além disso, outro ponto que vale atenção é a forma como a sociedade se relaciona com quem possui alguma deficiência. A psicóloga Valquíria Ribeiro Barbosa, Supervisora Técnica do Centro de Tecnologia e Inovações (CTI) do Ipiranga, unidade administrada pela SPDM - Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, explica que a deficiência é uma condição que não deve se sobrepor às competências e qualidades da pessoa, e dá dicas de atitudes que podem fazer diferença no dia a dia da PcD.

“É muito simples. Se criança, trate-a como tal. Assim como o adulto. Não o infantilize com palavras diminutivas, jargões ou palavras depreciativas. Dê atenção ao conversar, mantenha-se em proximidade sem ser invasivo. Um exemplo: não use a cadeira de rodas para se apoiar ou colocar objetos como bolsa ou sacola. Não gritar ao falar com a pessoa com deficiência visual ou auditiva também é uma orientação sempre válida”, orienta a especialista.

A oferta de ajuda a uma PcD, em uma situação cotidiana, é sempre uma atitude cordial. No entanto, existem formas adequadas ou mais indicadas para fazê-la, sem que o espaço individual da pessoa seja invadido ou que algum mal-estar possa ser gerado. Quanto às pessoas com deficiência auditiva, o indicado é sempre manter o contato visual e, se preciso, comunicar-se por meio da escrita. Se precisar chamar atenção, acenar ou tocar levemente em seu braço é o mais adequado.  

Já para colaborar com as pessoas com deficiência visual, segundo Valquíria, a melhor forma é usar do bom senso e não impor a ajuda. “Pergunte educadamente se ela precisa de algum auxílio ou orientação e como prefere ser ajudada. Ao conduzir uma pessoa, ofereça seu braço para que ela segure. Pergunte se há um lado de preferência. Quando for se ausentar do local, informe-a, para que ela não fique falando sozinha. E jamais chame atenção do cão-guia, caso a pessoa esteja com um, pois isso distrai o animal de sua função”, explica.

O mesmo vale para pessoas com deficiência física. É importante perguntar se ela, de fato, precisa de ajuda e como gostaria que fosse. Valquíria orienta também que, ao estabelecer uma conversa mais longa com o cadeirante, a pessoa procure sentar-se, para que o contato de visão se torne mais confortável para ele.

E com relação às pessoas com deficiência intelectual? “Oriente por etapas com instruções claras e objetivas, não a superproteja, ajudando apenas quando for realmente necessário e cumprimente ou despeça-se dela normalmente, como faria com qualquer pessoa”,  comenta a psicóloga. Para pessoas portadoras de autismo, a profissional listou alguns pontos de atenção para o relacionamento e uma comunicação mais assertiva. Confira abaixo:

  • Informe as mudanças com antecedência. 
  • Seja claro com suas ações e palavras.
  • Respeite seus limites sensoriais - cuidado com toque e com as palavras.
  • Seja cuidadoso ao se comunicar.
  • Seja sútil ao expressar o seu descontentamento.
  • Ajude-a se acontecer dela se desestabilizar.

 

O resumo? Pessoas com deficiência devem ser tratadas de forma natural. “A convivência com as pessoas com deficiência deve ser simples. Para todas as deficiências temos a possibilidade de fazer uso de algum recurso que facilite a acessibilidade, mas tão importante quanto esses recursos são as atitudes. Essas podem se tornar barreiras que dificultam os relacionamentos e a sua inclusão”, encerra a supervisora técnica do CTI do Ipiranga.

 

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