Voluntário da Unifesp fala sobre o assunto em programa de TV e dá dicas de como combater o sedentarismo
O Prof. Dr. Rodolfo Marinho, colaborador voluntário da Medicina Esportiva da Unifesp, foi convidado pelo programa Sempre Melhor para falar sobre a importância dos exercícios físicos na terceira idade.
O especialista trouxe um alerta sobre a perda de força e massa muscular, que faz parte do processo natural de envelhecimento, que começa aos 40 anos. Quando há um comportamento sedentário, esse declínio é ainda maior.
“Cada vez mais a ciência tem mostrado que, quanto mais massa muscular a pessoa tem, ou consegue manter na terceira idade, melhor seu prognóstico, quando acometido por alguma doença e, menor o risco do desenvolvimento das doenças crônicas não transmissíveis”, explica Marinho. A sarcopenia, como é chamada essa perda de massa e funcionalidade dos músculos, afeta a autonomia e independência dos idosos.
Uma forma de manter a vida saudável é praticar exercícios físicos com acompanhamento de um profissional de educação física, devidamente registrado no Conselho Regional de Educação Física.
“Atualmente, as prefeituras e secretarias municipais de Saúde, assim como o Ministério da Saúde, têm ampliado a oferta de investimentos e buscado contratar profissionais de educação física para atuarem nas UBSs e outros equipamentos de saúde. Esta seria uma forma gratuita e acessível para qualquer pessoa, principalmente, o idoso”, comenta Marinho.
De acordo com o Professor, para a manutenção da saúde, o Colégio Americano de Medicina Esportiva (ACSM) e a Organização Mundial de Saúde (OMS) recomendam que indivíduos adultos e idosos realizem de 150 a 300 minutos, por semana, de atividades físicas em intensidade moderada. E, pelo menos, duas vezes na semana, sejam realizados exercícios de fortalecimento muscular, como calistenia, pilates ou musculação.
O que é ser sedentário?
De acordo com o especialista, comportamento sedentário é todo e qualquer comportamento com baixo gasto energético, como ficar sentado, reclinado, ou deitado por um longo período. E esse comportamento pode ser um fator de risco mesmo em indivíduos ativos fisicamente. Ou seja, é possível uma pessoa ser fisicamente ativa, mas ter um comportamento sedentário prevalente ao longo do seu dia.
“Há estudo que mostra que pessoas fisicamente inativas, que passavam mais de quatro horas por dia sentadas, tinham um risco de 1,5 vez maior de morrer, por qualquer causa, em comparação com pessoas fisicamente ativas, que praticavam mais de 420 minutos de atividade física, na semana, e, passavam menos de 4 horas por dia sentadas”, diz Marinho.