Principalmente nas férias, as crianças ficam mais tempo nas áreas externas para brincar, o que requer a atenção redobrada dos pais. Isso não apenas para prevenir riscos domésticos ou urbanos, como também a fim de identificar os sinais das emergências pediátricas decorrentes de acidentes ou outros acontecimentos.
De fato, uma emergência é uma situação que ameaça à vida e que requer intervenção imediata. Politraumatismo, perda de consciência, convulsões e paradas respiratórias e/ou cardíacas são típicas ocorrências emergenciais pediátricas.
Em termos gerais, devemos considerar a segurança pediátrica uma área crítica de intervenção. Em outras palavras, para cada ocorrência precisamos agir o quanto antes, mas com prudência. Desta forma, temos mais chances de evitar danos nos estágios iniciais da vida que podem prejudicar os resultados de saúde a longo prazo.
Os principais sinais de emergências pediátricas
O primeiro passo dos pais atentos é perceber se existem sinais de emergência pediátrica nos filhos. Caso você note algum indício, recomendamos levar o jovem ao pronto-socorro ou chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), a depender da situação.
Temperatura
Embora não seja doença, a febre é uma resposta fisiológica do organismo a agressões biológicas, químicas ou físicas. Antes, a temperatura acima de 37,8°C sinalizava a necessidade de encaminhar o paciente ao pronto-socorro. Agora, este limite passou para 37,5°C ou mais, de acordo com uma nova diretriz da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Assim, o encaminhamento ao pronto-socorro é necessário, principalmente se a temperatura corporal acima dos 37,5°C estiver acompanhada de:
- dor de cabeça;
- dificuldade de respirar e/ou de mover o pescoço;
- sonolência;
- intensa irritabilidade;
- confusão;
- vômitos com ou sem sangue;
- pele vermelha.
Tosse
A tosse por si só não significa uma emergência pediátrica. Porém, se também existirem outros sintomas, a recomendação é levar o filho ao pediatra rapidamente. Por exemplo: falta de ar, frequência respiratória elevada e/ou vômito frequente.
Respiratório
Principalmente nas férias de inverno, há um crescimento na frequência de casos de desconfortos respiratórios. Inclusive, nesta época não é incomum que o governo aumente os subsídios ao Sistema Único de Saúde (SUS) a fim de fortalecer as condições de tratamento para este tipo de situação.
Em algumas situações, uma criança com dificuldade respiratória precisa ser tratada a tempo antes que a condição clínica se torne insuficiência respiratória e depois passe à parada cardíaca. Resumidamente, os principais sinais dessa emergência pediátrica são:
- respiração acelerada;
- dificuldade para respirar;
- chiado com som agudo durante a respiração;
- tosse persistente e intensa;
- lábios azulados;
- complicação para engolir por causa do inchaço na garganta.
Cortes e traumas
Cortes profundos e excesso de sangramento são emergências sérias que exigem um atendimento rápido. Além do mais, no caso de fraturas intensas a indicação é manter a criança acordada e chamar o SAMU, pois mover o corpo pode complicar as condições do paciente.
Desidratação
Diarreia e vômitos são problemas comuns nas crianças que sofrem os efeitos de desidratação. Contudo, normalmente em bebês existem outros sintomas como saliva grossa ou escassa, olhos encovados e moleira deprimida. Também há mudanças na cor, assim como no volume da urina.
Gastrointestinal
Dores abdominais fortes e dificuldade para se alimentar demandam intervenção ágil por parte dos responsáveis. Porém, existem outras causas que têm relação com emergências pediátricas gastrointestinais:
- cólica;
- refluxo,
- diarréia persistente;
- diarréia crônica;
- constipação intestinal;
- vômito.
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Neurológico
Uma vez que há dificuldades para obter um exame neurológico detalhado e confiável apenas com a avaliação externa, ao notar os indícios de problemas neurológicos com a criança o pediatra deve encaminhar para a neuroimagem. Os comuns alertas de emergências pediátricas neurológicas são:
- alteração do estado mental;
- sinais físicos de traumas na cabeça;
- vômitos;
- náuseas;
- febre;
- cefaleia (dor de cabeça);
- coma;
- fraqueza ou paralisia em um braço ou uma perna;
- alterações de percepção e humor;
- distúrbios motores ou visuais;
- dificuldade na fala;
- alterações de sensibilidade;
- formigamento;
- dormência.
Afogamento
Sobretudo, necessitamos saber como identificar um afogamento. Essa não é uma tarefa simples, pois à distância pode parecer que a criança apenas brinca na água. Porém, alguns sinais são:
- movimentos semelhantes aos da natação, mas sem deslocamento;
- corpo que não sai da posição vertical;
- bater os braços sem sair do lugar;
- banhistas em correntes de retorno: partes das ondas que não “quebram” e formam uma correnteza capaz de puxar um indivíduo para o fundo do mar.
Se existir um afogamento em curso, você deve realizar alguns procedimentos como:
- ligar para o 193 e chamar o Corpo de Bombeiros;
- se possível, não entrar na água. Porém, caso você entre para resgatar, jamais dispense o uso de um flutuador;
- lançar boias, bolas, isopor, prancha ou outros objetos que ajudam a pessoa a flutuar até chegar a emergência;
- jogar cordas ou cabos para o público infantil se segurar e não imergir as vias aéreas;
- após tirar o corpo da água, procure saber se a criança está consciente, sendo que respostas verbais ou corporais sinalizam que há batimentos cardíacos e respiração;
- nunca coloque a mão dentro da boca ou tente tirar a água dos pulmões;
- se a vítima estiver inconsciente, realize os procedimentos de emergência até chegar o resgate.
Quais os procedimentos de emergência de afogamento?
Em primeiro lugar, você deve abrir as vias aéreas e notar se o afogado está respirando. Uma vez que não esteja, então prossiga com a respiração cardíaca conforme as orientações do Ministério da Saúde:
- encaixe a sua boca na boca da criança, firmemente;
- com os seus dedos indicador e polegar, feche as narinas da vítima;
- sopre para dentro com força;
- solte o nariz e permita a expiração do ar, livremente;
- repita 15 vezes a cada 60 segundos.
Se a criança não voltar a respirar, então execute a massagem cardíaca da seguinte maneira:
- por cima do peito da vítima, acomode as suas mãos espalmadas, uma sobre a outra, com os dedos abertos e sem tocar a parede do tórax;
- coloque o seu peso sobre as mãos e realize uma forte pressão;
- efetue este processo 60 vezes por minuto.
É recomendado a realização de duas respirações cardíacas e depois quinze massagens. Se existirem duas pessoas no local, cada uma pode se encarregar de fazer um dos procedimentos.
O que fazer ao notar os sinais de emergências pediátricas
Após perceber os indícios de emergências pediátricas, os pais devem realizar alguns passos para não piorar a situação clínica dos filhos:
- manter a calma, porque o nervosismo pode atrapalhar os procedimentos da assistência inicial e ao mesmo tempo abalar o psicológico do filho;
- levar a criança ao pronto-socorro;
- em ocorrências graves, principalmente de traumas e desmaios, não mexer no paciente. Chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência pelo telefone 192, disponível 24 horas;
- apenas realizar ressuscitação cardiopulmonar se conhecer esta técnica realmente;
- não usar produtos para estancar hemorragia, sem a orientação médica;
- não colocar água quente em regiões afetadas por pancadas, de preferência apenas utilizar uma bolsa de gelo;
- não deixar a criança dormir até o atendimento médico;
- não dar alimentos ou substâncias para induzir o vômito;
- evitar a remoção de objetos no nariz e nos ouvidos;
- não remover facas ou outros objetos cortantes em caso de perfuração;
- se suspeitar de envenenamento, não provocar o vômito e levar a embalagem da substância para a avaliação do pediatra;
- em situações que envolvem picadas de insetos venenosos, buscar o pronto-socorro imediatamente, se não tiver ou não saber como aplicar o antídoto corretamente;
- não puxar a língua se existir convulsão.
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Cuidado com as queimaduras
Praticamente, 70% dos acidentes que envolvem queimaduras em crianças ocorrem dentro de casa. Ao notar a pele queimada do filho existe a seguinte recomendação de como agir:
- afastar a criança da fonte de risco, seja do ambiente ou de algum agente;
- usar água corrente e limpar a área queimada;
- utilizar um pano sem fiapos ou uma gaze estéril para cobrir a área afetada;
- evitar a aplicação de pomadas sem prescrição médica;
- jamais romper as bolhas na pele;
- buscar o atendimento médico imediatamente.
Prevenção de emergências pediátricas
De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o envolvimento de parentes nos cuidados de prevenção pode reduzir os danos de saúde em até 15%. Algumas medidas preventivas que responsáveis devem colocar em prática são:
- manter a vigilância contínua, mesmo com dispositivos de segurança instalados no ambiente;
- evitar toalhas de mesa que podem ser puxadas por crianças;
- utilizar as bocas de trás do fogão e manter os cabos de panelas voltados para dentro;
- prevenir a exposição a fios expostos ou tomadas desprotegidas;
- garantir a supervisão de adultos durante brincadeiras ao ar livre para evitar afogamentos, atropelamentos e quedas de altura;
- armazenar medicamentos e produtos de limpeza longe do alcance de crianças para prevenir queimaduras ou intoxicações;
- respeitar os limites de idades impostos por fabricantes de brinquedos;
- tomar cuidado com objetos pequenos como tampas de canetas e pilhas, pois podem causar sufocamento se a criança engolir;
- não negligenciar o uso do protetor solar próprio para o uso infantil, em crianças a partir dos 6 meses de idade;
- não dispensar o uso de máscaras em locais com aglomeração de públicos, se a criança tiver sintomas de resfriado ou gripe.
Como a SPDM atende emergências pediátricas
Ao operar via convênios com o Sistema Único de Saúde (SUS), a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) representa uma respeitável referência nacional como gestora de unidades pediátricas confiáveis.
Para encontrar alguma unidade de pediatria da SPDM próxima de sua residência acesse a página Onde Estamos. Asseguramos uma prestação de serviço com equidade para todo o povo brasileiro. Temos mais de 90 anos de tradição na promoção de saúde pública qualitativa.
Considerações finais
Por mais que os pais sejam responsáveis e sempre procurem estar de olho nos filhos nas férias, nunca se sabe ao certo quando deve surgir uma emergência pediátrica.
Entretanto, é importante perceber quais são os sinais de alerta emergencial e levar a criança para o hospital ou chamar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU), o quanto antes.
Além disso, a sua família pode contar com a prestação de serviço gratuito de atendimento pediátrico da Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM). Temos unidades nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará e Rio Grande do Sul.
Perguntas frequentes
Quais são as principais emergências pediátricas?
As principais emergências pediátricas são quadros respiratórios infecciosos, de asma ou bronquite. Diarreia e vômitos também têm uma alta taxa de visitas emergenciais ao pediatra.
Qual é a idade limite para atendimento em pediatria?
No Brasil, a idade limite para o atendimento em pediatria é até os 18 anos completos segundo recomendações da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP).
Quais são as principais ações de enfermagem nas emergências pediátricas?
As principais ações de enfermagem nas emergências pediátricas são: analisar o estado clínico da criança, desobstruir vias aéreas, assegurar a ventilação, realizar a punção de veia periférica e auxiliar na compressão torácica.
Fontes consultadas
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AGENCIA.FIOCRUZ.BR. InfoGripe: Alta circulação do VSR provoca aumento de casos em crianças. Disponível em: https://agencia.fiocruz.br/infogripe-alta-circulacao-do-vsr-provoca-aumento-de-casos-em-criancas
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