Segundo estudo, mulheres de até 30 anos são as que mais se ausentaram do trabalho, chegando a 160 casos a cada mil servidoras públicas federais
Os transtornos mentais e comportamentais representaram R$ 3,94 bilhões em custos por afastamentos do trabalho entre servidores públicos federais no Brasil. De acordo com o estudo publicado pela PharmacoEconomics - Open, foram 13,9 milhões de dias de trabalho perdidos entre 2012 e 2024.
O artigo Preço da Ausência: Custos de Produtividade e Episódios de Licença Médica Atribuíveis a Transtornos Mentais e Comportamentais no Funcionalismo Público Federal Brasileiro — Um Estudo Nacional de Séries Temporais (2012–2024) (em tradução livre) aponta que os transtornos de humor correspondem a R$ 2,04 bilhões em custos devido ao afastamento e os transtornos neuróticos e relacionados ao estresse, R$ 1,49 bilhão.
Os casos de ausência a cada mil servidores subiu de 42,3 para 83,8 entre 2012 e 2019. No ano de 2020, houve queda para 39,4 casos a cada mil, tendo um pico de 85,8, em 2023.
As mulheres de até 30 anos são as que mais se ausentaram do trabalho, chegando a 160 casos a cada mil servidoras. Por outro lado, os homens apresentaram afastamentos mais longos, com média de 44,7 dias, enquanto a média entre as mulheres é de 37,5 dias.
O estudo utilizou dados administrativos do SIAPE-SAÚDE, com média de 471.507 servidores por ano, entre 2012 e 2024. Foram considerados os afastamentos por transtornos mentais e comportamentais (CID F00-F99). Os resultados, segundo a publicação, apontam a necessidade políticas de saúde ocupacional voltadas à promoção da equidade.
O artigo, em inglês, pode ser lido pelo link: https://link.springer.com/article/10.1007/s41669-026-00673-8