O diabetes é uma condição crônica que afeta milhões de pessoas no mundo, muitas vezes sem que elas saibam. Identificar precocemente a doença é crucial para garantir um tratamento eficaz e prevenir complicações sérias, como problemas cardiovasculares e danos aos nervos. Quais os sintomas do diabetes, como saber se tenho, e quais as formas de tratamento são alguns dos temas que falaremos nesse texto.
Segundo dados mais recentes do Ministério da Saúde e da Federação Internacional de Diabetes, cerca de 16,8 milhões de brasileiros convivem com a doença, representando aproximadamente 7,8% da população adulta. Esse número coloca o Brasil entre os países com maior incidência de diabetes no mundo. Além disso, estima-se que muitos casos ainda não são diagnosticados, o que aumenta o risco de complicações e agrava o impacto sobre o sistema de saúde. A prevalência é maior em pessoas acima dos 45 anos, mas a doença tem se manifestado cada vez mais cedo devido a fatores como obesidade e sedentarismo.
O que é diabetes e quais seus tipos
O diabetes é uma doença que ocorre quando o corpo não produz insulina suficiente ou não a utiliza de forma eficiente, levando a altos níveis de glicose no sangue. Existem três tipos principais:
- Diabetes tipo 1: é uma doença autoimune que geralmente se manifesta na infância ou adolescência, mas pode surgir em qualquer idade. Nessa condição, o sistema imunológico ataca por engano as células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina, que é o hormônio necessário para que a glicose entre nas células e se torne fonte de energia. Com a destruição dessas células, o corpo deixa de produzir insulina, o que leva ao acúmulo de glicose no sangue.
- Diabetes tipo 2: é a forma mais comum de diabetes, geralmente desenvolvida em adultos, mas que tem se tornado mais frequente em jovens devido ao aumento da obesidade e sedentarismo. Nessa condição, o corpo não utiliza a insulina de maneira eficaz (resistência à insulina) e, com o tempo, pode não produzir insulina suficiente. Fatores como genética, sobrepeso, e um estilo de vida sedentário aumentam o risco de desenvolvimento desse tipo de diabetes.
- Diabetes gestacional: ocorre durante a gravidez, quando os hormônios placentários causam resistência à insulina. Geralmente, o diabetes gestacional desaparece após o parto, mas a mulher tem um risco maior de desenvolver diabetes tipo 2 no futuro. Esse tipo de diabetes é diagnosticado por meio de exames de glicemia durante o pré-natal.

Para cada tipo de diabetes, um tratamento diferente
Vale explicar que cada tipo tem suas características e tratamentos específicos. No caso do diabetes tipo 1, o tratamento envolve o uso diário de insulina, monitoramento constante da glicose no sangue e um plano de alimentação específico. O objetivo é manter os níveis de glicose sob controle para evitar complicações. O SUS oferece insulina e outros insumos necessários gratuitamente, além de suporte médico especializado.
Já no caso do diabetes tipo 2, o tratamento pode começar com mudanças no estilo de vida, como dieta saudável e exercícios físicos. Se necessário, são prescritos medicamentos orais ou injetáveis para ajudar a controlar a glicose. Em alguns casos, pode ser requerida insulina. Também nesse caso, o SUS disponibiliza medicamentos e acompanhamento para os pacientes.
Por fim, o tratamento de diabetes gestacional inclui monitoramento da glicose, dieta específica e, em algumas situações, uso de insulina para manter os níveis de açúcar seguros para a mãe e o bebê. O pré-natal no SUS acompanha as gestantes para garantir um controle adequado do diabetes gestacional.
Principais sintomas do diabetes
Os sintomas do diabetes podem ser sutis e facilmente confundidos com outras condições. Mas é importante estar atento aos seguintes sinais:
- Sede excessiva e boca seca;
- Urinar com frequência, principalmente à noite;
- Perda de peso sem explicação;
- Fadiga extrema;
- Visão turva;
- Feridas que demoram a cicatrizar.
Muitas pessoas com diabetes tipo 2 podem não apresentar sintomas por muitos anos, o que torna a doença ainda mais perigosa.
Fatores de risco e predisposição
Existem diversos fatores que podem aumentar o risco de desenvolver diabetes. Alguns dos mais comuns são os seguintes:
- Histórico familiar: ter pais ou irmãos com diabetes;
- Excesso de peso e obesidade;
- Sedentarismo;
- Idade acima dos 45 anos;
- Pressão alta e níveis elevados de colesterol.
Para mulheres cisgêneras ou homens trans, o histórico de diabetes gestacional também é um fator relevante. Quanto mais fatores de risco estiverem presentes, maior a necessidade de acompanhamento médico regular.
Diagnóstico do diabetes: como é feito?
O diagnóstico do diabetes é feito por meio de exames de sangue, sendo os mais comuns:
- Glicemia de jejum: mede o nível de glicose após um período de jejum de 8 horas.
- Hemoglobina glicada (A1c): avalia a média dos níveis de glicose nos últimos 2 a 3 meses.
- Teste de tolerância à glicose: avalia como o corpo responde à ingestão de açúcar.

É importante saber que esses exames podem ser realizados tanto na rede privada quanto pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Na verdade, o SUS oferece diagnóstico e tratamento gratuitos, incluindo consultas, exames e acesso a medicamentos e insulina, conforme a necessidade do paciente. O acompanhamento médico contínuo é fundamental para controlar a doença e evitar complicações.
Prevenção é palavra de ordem contra o diabetes
Detectar o diabetes precocemente pode fazer toda a diferença no tratamento e na qualidade de vida. A falta de diagnóstico pode levar a complicações como doenças cardíacas, nefropatia e neuropatia. O diagnóstico precoce permite o início imediato de medidas para controlar a glicose no sangue e evitar complicações a longo prazo. Por isso, a conscientização sobre os sintomas e a realização de exames de rotina são essenciais.
Se você identificar algum dos sintomas mencionados ou estiver em um grupo de risco, procure um médico para realizar os exames de diagnóstico. O tratamento pelo SUS inclui suporte completo para diagnóstico, consultas, acompanhamento e acesso a medicamentos. Cuidar da saúde por meio de uma alimentação saudável, prática de exercícios e acompanhamento médico regular é essencial para prevenir e controlar o diabetes. A informação é a primeira etapa para uma vida saudável e consciente.
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