Segundo o Brazilian Journal of Health Review, a embolia pulmonar afeta cerca de 10 milhões de pessoas por ano no mundo. A situação é agravada pois a taxa de mortalidade pode chegar a 30% sem tratamento adequado, sendo uma das principais causas de morte súbita em hospitais do Brasil. Reconhecer os sintomas da embolia pulmonar precocemente é essencial para evitar complicações fatais. O diagnóstico rápido e o tratamento adequado aumentam significativamente as chances de recuperação.
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O que é embolia pulmonar e como ela acontece?
A embolia pulmonar é uma condição grave causada pelo bloqueio das artérias pulmonares por coágulos sanguíneos. Se não tratada rapidamente, pode ser fatal. Os sintomas variam, podendo incluir falta de ar súbita, dor no peito e tosse com sangue.
A embolia pulmonar ocorre quando um coágulo sanguíneo (trombo) se desprende, percorre a corrente sanguínea e obstrui uma ou mais artérias pulmonares. Essa interrupção do fluxo sanguíneo compromete a oxigenação do organismo, podendo resultar em insuficiência respiratória e colapso cardiovascular.
Muitos casos começam com uma trombose venosa profunda (TVP), que se forma nas veias das pernas ou da pelve. Se o coágulo se soltar e alcançar os pulmões, causa embolia pulmonar.
A gravidade varia:
- Embolia segmentar: Bloqueia pequenas ramificações das artérias pulmonares, causando sintomas moderados;
- Embolia maciça: Afeta artérias pulmonares principais, podendo levar a choque circulatório e morte súbita.
Quais são os sintomas da embolia pulmonar?
Sintomas iniciais mais comuns

Os primeiros sinais podem ser confundidos com outras doenças cardiovasculares e respiratórias. Os principais são:
- Falta de ar súbita e intensa;
- Dor torácica que piora ao respirar;
- Tosse seca ou com sangue;
- Batimentos cardíacos acelerados (taquicardia);
- Tontura e sensação de desmaio iminente.
Sintomas após cirurgia ou cesárea
Pacientes no pós-operatório, especialmente de cirurgias ortopédicas, ginecológicas e cesarianas, têm risco elevado. Isso ocorre, segundo a Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo (SOCESP), devido à imobilização prolongada, que favorece a formação de coágulos.
Após cirurgias, os sintomas podem incluir:
- Falta de ar repentina ao tentar se movimentar;
- Dor torácica ao respirar fundo;
- Inchaço nas pernas, indicando possível TVP prévia.
Embolia pulmonar maciça: sintomas de risco iminente
Nos casos mais graves, conforme explica a SOCESP, o paciente pode manifestar:
- Hipotensão severa (queda abrupta da pressão arterial);
- Pele pálida ou azulada (cianose);
- Perda de consciência repentina;
- Parada cardíaca.
Se esses sintomas surgirem, é necessário atendimento de emergência imediato para evitar desfecho fatal.
Diagnóstico da embolia pulmonar: como os médicos identificam o problema?

O diagnóstico começa com a análise dos sintomas e exames de imagem. Os principais testes incluem:
- D-dímero: Avalia a presença de fragmentos de coágulos no sangue. Se negativo, descarta embolia pulmonar;
- Angiotomografia pulmonar: Considerada o exame padrão-ouro, mostra a obstrução nas artérias pulmonares;
- Ecocardiograma: Indicado quando há suspeita de embolia maciça e instabilidade hemodinâmica;
- Ultrassonografia Doppler: Detecta trombose venosa profunda, uma das principais causas da embolia pulmonar.
Erros diagnósticos podem ocorrer devido à semelhança dos sintomas com os de infarto ou pneumonia. Por isso, exames detalhados são essenciais.
Tratamentos para embolia pulmonar: como agir rápido pode salvar vidas?
Tratamento de emergência
Nos casos graves, o tratamento precisa ser imediato. Opções incluem:
- Trombólise: Medicamentos intravenosos dissolvem rapidamente o coágulo;
- Oxigenoterapia: Ajuda a manter a oxigenação adequada;
- Suporte hemodinâmico: Administração de líquidos e medicamentos para estabilizar a pressão arterial.
Tratamento com anticoagulantes
A maioria dos pacientes recebe anticoagulantes, que impedem o crescimento dos coágulos e evitam novos episódios:
- Heparina: Usada no hospital para ação rápida;
- Varfarina: Necessita monitoramento frequente do tempo de coagulação;
- Novos anticoagulantes orais (NOACs): Alternativa moderna, com menos interações medicamentosas.
Cirurgia e procedimentos invasivos
Quando os medicamentos não resolvem, os médicos podem indicar:
- Embolectomia pulmonar: Cirurgia para remover coágulos grandes;
- Filtro de veia cava: Indicado para pacientes com contraindicação ao uso de anticoagulantes.
Quem tem mais risco?
Algumas condições aumentam a probabilidade de desenvolver embolia pulmonar:
- Pacientes pós-cirúrgicos e pós-cesárea;
- Idosos e pessoas com câncer;
- Indivíduos com histórico de trombose;
- Usuários de anticoncepcionais hormonais;
- Pessoas obesas e sedentárias.
Como prevenir a embolia pulmonar?

Para reduzir o risco, algumas medidas são essenciais:
- Praticar atividade física regularmente;
- Evitar longos períodos sentado, principalmente em viagens;
- Usar meias de compressão para melhorar a circulação.
Perguntas frequentes sobre embolia pulmonar (FAQ)
- A embolia pulmonar tem cura?
Sim, mas o tratamento deve ser contínuo para evitar novos episódios. - Quais os primeiros sinais de embolia pulmonar?
Falta de ar súbita, dor no peito e taquicardia são os mais comuns. - Como diferenciar embolia pulmonar de um infarto?
O infarto causa dor persistente, enquanto a embolia piora ao respirar. - A embolia pulmonar pode voltar depois do tratamento?
Sim, especialmente se os fatores de risco não forem controlados. - Quem já teve trombose pode ter embolia pulmonar?
Sim, pois a TVP é uma das principais causas.
Conclusão
O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são essenciais para evitar complicações graves da embolia pulmonar. Com os avanços na medicina, as taxas de recuperação aumentaram. No entanto, prevenir é sempre o melhor caminho.
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