O Hospital Municipal de Mogi das Cruzes (HMMC) deixou de utilizar em sua operação assistencial o óxido nitroso (N₂O). A medida, implementada após o início da gestão pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, marca uma mudança relevante na operação da unidade, com foco não apenas na assistência à saúde, mas também na redução de impactos ambientais.
Embora tenha sido amplamente utilizado como agente anestésico ao longo de décadas, o óxido nitroso é um potente Gás de Efeito Estufa (GEE). O impacto desse insumo no aquecimento global é alarmante: 300 vezes superior ao do dióxido de carbono (CO₂).
A decisão está alinhada às estratégias de sustentabilidade adotadas pela SPDM, que vem ampliando o monitoramento de suas emissões por meio de inventários de GEE. A partir desse levantamento, o óxido nitroso foi identificado como uma fonte relevante de emissões no ambiente hospitalar.
Com a retirada do insumo, o hospital passa a integrar um conjunto de iniciativas voltadas à redução da pegada de carbono no setor da saúde. A ação evidencia como ajustes em processos internos podem contribuir para a mitigação das mudanças climáticas e reforça a agenda de sustentabilidade em instituições públicas de saúde.
Jonas Saide
Gerente de Sustentabilidade – SPDM Afiliadas