O Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo, gerenciado pela SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina, promove no próximo dia 20 de setembro, às 9h, a “2ª Caminhada pela Vida – Espalhe o Amor, Diga SIM para Vida”, no Parque Centenário da Imigração Japonesa, em Mogi das Cruzes. A ação integra o Setembro Verde, mês dedicado à conscientização sobre a doação de órgãos e tecidos, e conta com o apoio institucional da Prefeitura de Mogi das Cruzes.
“A caminhada no Setembro Verde é mais do que um ato simbólico; é um movimento de vida que nos une para conscientizar sobre a doação de órgãos, transformando a esperança de quem espera em um futuro real”, declara o Dr. Luiz Carlos Viana Barbosa, diretor clínico do hospital.
A proposta do evento é sensibilizar a população para a importância do ato de doar, incentivando a conversa entre familiares sobre o tema. A estimativa é reunir cerca de 250 participantes, entre colaboradores do hospital e seus familiares. Durante o evento, o público será convidado a vestir verde, cor símbolo da esperança e da solidariedade, reforçando o apoio coletivo à causa.
“Ao caminhar juntos, queremos incentivar o diálogo em família, pois a decisão final é dos parentes. Nosso movimento simboliza a jornada de milhares de pessoas que aguardam por um transplante. A campanha do Setembro Verde transforma a informação em ação, mostrando que um simples “sim” pode salvar vidas e que o maior gesto de amor começa com uma conversa”, destaca o Dr. Luiz Carlos.
A programação do evento inclui a concentração no espaço central do parque, distribuição de panfletos informativos, exposição de cartazes temáticos, além de uma abertura com fala institucional abordando a relevância da doação de órgãos. O objetivo é criar um ambiente de acolhimento e conscientização, promovendo a informação de forma acessível para a comunidade.
Em 2025, o Hospital das Clínicas Luzia de Pinho Melo contabilizou 24 notificações de morte encefálica, das quais resultaram em 20 entrevistas com familiares. Dessas abordagens, 4 famílias autorizaram a doação de órgãos, possibilitando a captação de fígado e rins para transplantes. No entanto, o hospital também registrou 12 recusas familiares, motivadas por fatores como desconhecimento do desejo do potencial doador, crenças religiosas, desejo de manter o corpo íntegro e insegurança diante da decisão. Esses dados reforçam a importância da informação e do diálogo dentro das famílias sobre a doação de órgãos, essencial para transformar potenciais doadores em vidas salvas. O processo de doação é realizado em parceria com a Organização de Procura de Órgãos Dante Pazzanese.
A partir do diagnóstico de morte encefálica, os exames necessários são realizados, e a equipe especializada entra em contato com os familiares para obter a autorização legal. Quando a doação é consentida, a captação e o transporte dos órgãos são organizados conforme os protocolos do Sistema Nacional de Transplantes.









