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Covid-19: por que tomar a terceira dose da vacina?

Covid-19: por que tomar a terceira dose da vacina?

Com início na população idosa, reforço aumenta a imunidade e garante maior proteção contra novas variantes

A terceira dose da vacina contra a Covid-19 já é uma realidade e deve começar a ser aplicada ainda neste mês de setembro. Inicialmente, o reforço será para pessoas com mais de 60 anos que tomaram a segunda dose há, pelo menos, seis meses. A decisão do governo de São Paulo e do Ministério da Saúde veio após estudos demonstrarem que pessoas acima dessa faixa etária apresentam queda nos anticorpos depois de 180 dias.

Mesmo com a melhora dos indicadores da pandemia, como queda no número de casos e óbitos, a terceira dose passou a ser indicada por especialistas diante da presença de novas variantes, como a Delta, que se tornou predominante em outros países e já é a responsável por 80% das novas infecções no Rio de Janeiro, mesmo em vacinados, devido a sua maior capacidade de contaminação e transmissão.

Nesta nova fase, não haverá necessidade de aplicação da mesma marca do imunizante utilizado nas duas primeiras doses. “Os estudos apontam que qualquer vacina pode ser usada como reforço. Esse tipo de imunização com vacinas diferentes é chamado de vacinação heteróloga. Estudos mostram que a vacinação com vacinas diferentes aumenta os anticorpos quando comparadas com vacinas iguais”, afirma Rafael Pardo, infectologista que atua nas unidades administradas pela SPDM.

Em São Paulo, o início da aplicação da terceira dose está previsto para a próxima segunda-feira, 6 de setembro, e não será preciso cadastro no site Vacina Já, basta comparecer a qualquer posto de vacinação com o comprovante do esquema de imunização completo há seis meses, ou mais tempo. O escalonamento será em forma decrescente, começando por pessoas com mais de 90 anos. Já a nova fase da campanha do governo federal deverá ter início em 15 de setembro, por idosos e imunossuprimidos.

Para os demais públicos, não há previsão da aplicação da terceira dose, visto que a maioria das pessoas não completou seis meses da imunização total, ou seja, não apresenta diminuição dos anticorpos, mesmo que ainda não seja possível determinar o tempo exato de sua permanência no organismo. “A vacinação está ocorrendo há menos de um ano. Com o tempo de vacinação que temos até o momento podemos dizer apenas que os anticorpos caem após 6 meses, apesar de ainda estarem presentes”, ressalta Rafael Pardo.

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