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Grupos de Tabagismo de Unidades Básicas de Saúde ajudam fumantes a deixar o vício

Grupos de Tabagismo de Unidades Básicas de Saúde ajudam fumantes a deixar o vício

 Seis unidades da Rede Assistencial Butantã contam com uma equipe multidisciplinar para oferecer acolhimento a quem quer parar de fumar

Parar de fumar nunca é uma tarefa fácil. A boa notícia é que existem grupos de apoio para incentivar quem quer abandonar o vício.

Diversas Unidades Básicas de Saúde da Rede Assistencial da Supervisão Técnica de Saúde Butantã, administradas em parceria com a Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM), oferecem Grupos de Tabagismo para ajudar pessoas que querem parar de fumar.

As reuniões acontecem semanalmente ou quinzenalmente, dependendo da unidade, e incluem rodas de conversa, palestras, dinâmicas, atividades físicas e terapias. Nos encontros são abordados diferentes conteúdos, como a história do tabaco, os primeiros dias sem cigarro, malefícios que o fumo traz para a saúde, substâncias químicas presentes no cigarro, técnicas de relaxamento e outras atividades. “Procuramos mesclar as tarefas, os conceitos e relatos da semana com dinâmicas e práticas corporais para entreter mais os participantes e tornar os encontros mais lúdicos e prazerosos”, explica Cristiana Sudani, farmacêutica e organizadora do grupo na AMA/UBS Integrada Vila Sônia.

Na UBS Paulo VI, a enfermeira, e organizadora do grupo, Marisa Lima explica que alguns temas são propostos pelos próprios participantes, como: maneiras de controlar a ansiedade, parar de fumar sem engordar, melhorar a respiração e o sono, entre outros. “A partir das dúvidas elaboramos a dinâmica do grupo e depois partimos para as metas finais de redução do número de cigarros por dia, até chegar no dia “D”, onde o paciente planeja parar definitivamente de fumar. A troca de experiências entre os participantes é muito positiva e um acaba motivando o outro”, diz Marisa.

Todo o trabalho é feito com uma equipe multidisciplinar, que conta com psiquiatras, psicólogos, nutricionistas, dentistas, terapeutas ocupacionais, farmacêuticas, fonoterapeutas, fisioterapeutas, enfermeiras e auxiliares de enfermagem.

Na UBS Vila Sônia, todos os participantes utilizam medicamentos antitabagismo, como antidepressivo, adesivos e gomas de nicotina. Os grupos de apoio funcionam na unidade desde 2015 e já acolheram mais de 180 pacientes. São, em média, 15 pacientes por grupo, a maioria mulheres acima dos 50 anos. “A cada grupo são realizados sete encontros e, depois disso, os pacientes ainda têm a oportunidade de continuar participando do Grupo de Manutenção com uma psiquiatra”, explica a farmacêutica.

Já na UBS Paulo VI, há uma média de 20 participantes por semana, entre jovens, adultos e idosos. “Mesmo quem já parou de fumar, retorna quinzenalmente, mensalmente ou conforme achar necessário para evitar recaídas”, explica a enfermeira.

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Superação do vício

Cristiana Sudani trabalha como condutora do grupo desde 2013. Antes da UBS Vila Sônia, já trabalhava com o Grupo de Tabagismo da UBS Jardim Boa Vista. Ela conta que em cada grupo conhece pessoas diferentes, cada uma com sua história e relação diferenciada com o tabaco, deixando histórias de superação marcadas.

“Recordo-me de uma senhora de 60 anos que fumava cerca de 40 cigarros e tomava duas garrafas de café por dia. Ela havia perdido o marido recentemente e, durante a fase de luto, triplicou a quantidade de cigarros que fumava. Através da terapia antitabagismo, ela conseguiu se livrar do cigarro e colocou em prática todas as orientações e dicas que aprendeu durante as sessões, como praticar atividades físicas e adotar uma alimentação saudável. Tudo isso melhorou sua autoestima e a mudança foi tamanha que ela passou a indicar outras pessoas para participar dos grupos, contribuindo com depoimentos positivos para aqueles que precisavam de um incentivo maior. Com o dinheiro que economizou deixando de comprar cigarros, ela fez uma viagem para visitar a irmã no Nordeste e, quando voltou, trouxe uma lembrancinha para demonstrar sua gratidão com os profissionais que a acolheram aqui na unidade.”

Marisa Lima também acumula histórias de superação dos pacientes na UBS Paulo VI.

“Logo no primeiro grupo recebemos uma mulher, com cerca de 40 anos, que fumava quatro maços de cigarro por dia. Ela trabalhava durante a noite e fumava o tempo todo para se manter acordada, acendia um cigarro atrás do outro, tomava banho fumando – segurava o cigarro com pregador de roupa para não molhar. Através do grupo, ela foi reduzindo o número de cigarros semanalmente até parar e isso serviu de inspiração para muitos. Todos são vitoriosos porque não é fácil se libertar de uma dependência física e, muitas vezes, até uma dependência psicológica e comportamental, pois muitos vêem o cigarro como um amigo.”

Trimestralmente, há a entrega de certificados para todos aqueles que pararam de fumar e um cofrinho para que valorizem o dinheiro poupado com a mudança.

Dia Mundial Sem Tabaco

Criado em 1987 pela Organização Mundial da Saúde (OMS), e comemorado anualmente em 31 de maio, o Dia Mundial Sem Tabaco serve como um alerta para todas as doenças e mortes relacionadas ao tabagismo.

Segundo a OMS, o tabagismo é a principal causa de morte evitável no mundo. Dados do Ministério da Saúde mostram que o tabagismo é responsável por cerca de 200 mil mortes por ano no Brasil.

A nicotina é uma das substâncias que mais vicia e é a que vicia mais rápido. Ela demora de 7 a 15 segundos para chegar ao cérebro, mais rápido do que a heroína e a cocaína.

Serviço:
Além das UBS's Vila Sônia e Paulo VI, outras quatro unidade da Rede Assistencial Butantã também contam com Grupos de Tabagismo.
UBS Paulo VI - 3782-8595
UBS/AMA Vila Sônia - 3742-9844
UBS Vila Dalva - 3712-0704
UBS Jardim Boa Vista - 3782-8380
UBS Jardim D'Abril - 3782-1687
UBS Real Parque - 3758-2329

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