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Picada de escorpião? Saiba o que fazer e como prevenir acidentes

Picada de escorpião? Saiba o que fazer e como prevenir acidentes

Clima quente e úmido e excesso de lixo acumulado nos ambientes urbanos propiciam o aparecimento desses animais, aumentando o risco de acidentes

Vem se tornando cada vez mais comum ver lugares com infestações de escorpiões, que podem ser encontrados em todas as regiões do país, tanto em áreas rurais quanto urbanas. O clima quente e úmido torna-se ideal para o aparecimento deste aracnídeo, que pode causar acidentes graves principalmente com crianças.

De acordo com dados preliminares, em 2018, o Ministério da Saúde registrou no Brasil mais de 140 mil casos de acidentes com escorpiões. Em 2017, foram 125 mil casos registrados, dos quais 88 óbitos, e em 2016, 91,7 mil casos, dos quais, 115 óbitos.

Como a barata é seu alimento favorito, os escorpiões podem ser encontrados vivendo no esgoto e também em meio a entulhos, materiais de construção e lixo. Dentro de casa, eles podem se esconder dentro de sapatos, entre roupas e lençóis e em cantos escuros. A picada é sentida como a de uma abelha e provoca dor intensa no local. Geralmente não traz graves consequências para adultos, mas é preciso ficar atento com as crianças.

“O veneno do escorpião age diretamente nas terminações nervosas, disparando uma dor intensa que em adultos geralmente não provoca repercussão grave, mas em crianças pode desencadear uma reação severa, até com colapso cardíaco”, explica Fernando Fonseca, Coordenador do Centro de Controle de Intoxicação do Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence.

Em caso de picada, a pessoa deve lavar o local com água corrente e sabão neutro. No entanto, o especialista destaca ainda o que não deve ser feito: não cortar ou espremer o local para tentar retirar o veneno, não colocar torniquete ou qualquer outro produto e não ingerir bebida alcoólica. “A pessoa deve procurar auxílio médico o mais rápido possível, mas, como a picada provoca muita dor, caso tenha algum analgésico de uso habitual, como dipirona ou paracetamol, pode tomar até chegar ao médico”, explica.

Na maioria dos casos, o tratamento é feito através de bloqueio anestésico para a dor. O uso do soro antiveneno é utilizado com mais frequência em crianças abaixo de oito anos.

Como evitar acidentes?

A principal prevenção é evitar a presença de entulho e lixo em jardins e quintais, evitando a presença de baratas, cobrir frestas da parede, usar telas em ralos de chão, pias e tanques, manter camas afastadas da parede e criar a rotina de verificar sapatos e possíveis locais onde possam estar escondidos. O Ministério da Saúde também não recomenda o uso de inseticida, já que isso pode fazer com que os escorpiões saiam de seus esconderijos, aumentando o risco de acidentes.

Além disso, em áreas rurais também é essencial preservar os principais predadores dos escorpiões, como lagartos, sapos e as aves de hábitos noturnos, como a coruja.

Fernando Fonseca lembra ainda que é preciso entrar em contato com a Zoonose para que recolham o escorpião. “Se for tentar apreender o animal, é preciso ter muito cuidado no contato e, se necessário, utilizar uma pinça para colocá-lo em algum recipiente”, completa.

Na cidade de São Paulo, o Hospital Vital Brazil é referência para atendimento de acidentes com animais peçonhentos. Das unidades da SPDM, o Hospital de Clínicas Luzia de Pinho Melo, em Mogi das Cruzes, e o Hospital Municipal Dr. José de Carvalho Florence, em São José dos Campos, são os que oferecem o soro antiveneno.

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