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SPDM reforça que risco de transmissão da COVID-19 exige cuidados redobrados durante as celebrações de fim de ano

SPDM reforça que risco de transmissão da COVID-19 exige cuidados redobrados durante as celebrações de fim de ano

Aumento do número de casos e óbitos pelo novo coronavírus, desde novembro, é um alerta para a adoção de medidas de segurança na hora das ceias de Natal e Ano Novo 

O ano de 2020 será marcado pelo enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, que transformou os hábitos e a rotina das pessoas em todo o mundo. No Brasil, o número de casos e óbitos pela doença, que vinha em queda desde julho, voltou a crescer no mês de novembro, o que pode ser reflexo do relaxamento de parte da população quanto às medidas de segurança e de distanciamento social. Por isso, a SPDM – Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina enfatiza que a atenção deve ser especial durante as confraternizações de Natal e Ano Novo. 

Como a COVID-19 é uma doença transmitida essencialmente através de gotículas de saliva, as autoridades de saúde orientam, assim como vêm fazendo desde o início da pandemia, em fevereiro, a evitar qualquer tipo de aglomeração. “As festas de final de ano devem ser realizadas apenas com as pessoas com quem convivemos no dia a dia, evitando receber outros núcleos, porque isso aumenta a chance de infecção. Reuniões com amigos, em bares e restaurantes, infelizmente não serão possíveis neste final de ano”, explica Eduardo Medeiros, coordenador da Comissão de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH) Corporativa dos Hospitais Afiliados SPDM. 

Outro ponto de atenção neste período do ano são as compras, sejam elas nos supermercados como nas lojas de rua e nos shoppings. A orientação da comunidade médica, como vem sendo divulgado massivamente pela imprensa, é de evitar ambientes superlotados, assim como utilizar a máscara de proteção e manter a higienização das mãos com álcool 70%. “Se observarem uma loja cheia, com pessoas sem máscara, não entrem. Além disso, deve haver um cuidado com o controle de acesso a esses ambientes. E a máscara deve ser utilizada 100% do tempo que você estiver em convívio com outras pessoas”, comenta o infectologista.  

Mesmo as pessoas que já tiveram contato com vírus anteriormente, de forma sintomática ou assintomática,  precisam manter as medidas de prevenção, já que há constatações de casos de reinfecção pelo vírus Sars-Cov-2. “Os cuidados devem ser mantidos por todos, mesmo por quem já tenha tido a infecção pelo novo coronavírus”, diz Eduardo Medeiros, que ressalta ainda a necessidade de manter as mãos limpas. “A higiene das mãos é extremamente importante para evitar a contaminação. O vírus é inativado com muita facilidade com água e sabão ou álcool em gel”, destaca. 

Até quando

É notável que muitos estão cansados dos efeitos da pandemia, o que gera, cada vez mais, ansiedade pelo fim desse período, que até pouco tempo ainda não tinha previsão de término. Hoje, no entanto, de acordo com o infectologista Eduardo Medeiros, já é possível estimar até quando a população deve estar com atenção redobrada em relação às medidas de segurança e de distanciamento social para conter a transmissão.   

“Cabe reforçar que hoje, agora, não é o momento de deixar de usar máscara e de voltar a se reunir com os amigos, definitivamente. Mas certamente, aqui no Brasil, nós teremos uma vacina eficiente já no primeiro trimestre de 2021. Espero que as pessoas tenham um comportamento adequado para que diminua a quantidade de casos de COVID-19”, finaliza Medeiros.

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